Aviação Sexto incidente com drones no aeroporto de Lisboa

Sexto incidente com drones no aeroporto de Lisboa

A NAV Portugal confirmou a ocorrência, acrescentando que irá notificar a Autoridade Nacional de Aviação Civil e o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários.
Sexto incidente com drones no aeroporto de Lisboa
Lusa 25 de junho de 2017 às 23:47

Um avião da TAP Express, operado pela White Airways, com mais de 70 passageiros, cruzou-se hoje de noite com um 'drone' a 900 metros de altitude, na aproximação ao Aeroporto de Lisboa, disseram à agência Lusa fontes aeronáuticas.

 

Este é o sexto incidente do género este mês e o décimo desde o início do ano.

 

Segundo as mesmas fontes, o piloto do avião modelo ATR, que fazia a ponte aérea Porto--Lisboa, reportou, pelas 20:20, "um 'drone' a 50 metros da asa direita, a 900 metros de altitude", quando sobrevoava a zona do Pragal, Almada, e pouco antes de passar à vertical da Ponte 25 de Abril, acrescentando que o aparelho "media, no mínimo, um metro".

 

Contactada pela Lusa, a NAV Portugal (responsável pela gestão do tráfego aéreo) confirmou a ocorrência, acrescentando que irá notificar a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).

 

A TAP, contactada pela Lusa, informou apenas que este voo transportava 74 passageiros.

 

O regulamento da ANAC proíbe o voo destes aparelhos a mais de 120 metros de altura e nas áreas de aproximação e descolagem de um aeroporto.

 

O GPIAAF anunciou há mais de uma semana a realização de um estudo de segurança devido aos vários incidentes envolvendo a presença de 'drones' nas trajectórias de aviões.

 

A 19 de Junho, um Boeing da companhia holandesa KLM reportou que um 'drone' "voou ao seu lado" a 1.200 metros de altitude, à vertical do Farol do Bugio, no estuário do Rio Tejo.

 

Nesse dia, fontes aeronáuticas explicaram à Lusa que o incidente ocorreu quando os pilotos do Boeing 737-800, com capacidade para 162 passageiros, se aperceberam de "um drone a voar ao lado", no momento em que o avião estava no corredor aéreo para rumar ao Aeroporto de Lisboa, sendo aquela zona igualmente utilizada para os aviões que aterram e descolam do Aeródromo de Cascais.

 

A 16 de Junho, um avião da Aero Vip, do Grupo Seven Air, foi obrigado a realizar uma manobra para evitar a colisão com um 'drone' a 300 metros de altitude quando estava em aproximação para aterrar no Aeródromo de Cascais, com 14 pessoas a bordo.

 

"Na aproximação à pista 35 de Cascais, vislumbrei um objecto que julguei ser uma ave. Ao aproximar-me, apercebi-me de que se tratava de um 'drone' de grandes dimensões, de quatro rotores. Tive de mergulhar, aumentar a razão da descida, para evitar a colisão com o 'drone', que passou a cerca de cinco metros acima da asa esquerda", relatou nesse dia o piloto à Lusa.

 

A 14 de junho, um avião da TAP, com cerca de 130 passageiros, cruzou-se com um 'drone' a 700 metros de altitude, quando se preparava para aterrar no Aeroporto de Lisboa.

 

O Airbus 319, proveniente de Milão, Itália, "cruzou-se" com o 'drone' por volta das 21:00, no momento em que a aeronave estava à vertical da Ponte 25 de Abril, na zona de Alcântara, e a poucos minutos de aterrar no Aeroporto Humberto Delgado.

 

A 1 de Junho, um Boeing 737-800, da companhia TVF, France Soleil, grupo Air France/KLM, com cerca de 160 passageiros, teve de realizar várias manobras para evitar a colisão com um 'drone' a 450 metros, quando a aeronave se preparava para aterrar no Aeroporto do Porto.




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comentários mais recentes
Criador de Touros 26.06.2017

O governo está à espera que aconteça outra tragédia, desta vez com drones e aviões de passageiros. Este é um governo de falhados.

Anónimo 26.06.2017

Eles já são proibidos nas zonas de descolagem e aterragem e em todo o lado acima de 120m de altura. (excepto com autorização da ANAC).

Proibir por proibir não faz sentido. Aliás, iriam voar exactamente na mesma. Tem é que se policiar/saber quem não cumpre a lei e põe em risco a aviação.

Anónimo 26.06.2017

Proibir os drones antes que haja acidentes.

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