Indústria Siemens admite fazer “spin off” da divisão de saúde

Siemens admite fazer “spin off” da divisão de saúde

A Siemens tem um plano de fazer um “spin off” da sua unidade de saúde, uma em que regista das mais elevadas taxas de crescimento. A hipótese foi admitida no dia em que apresentou resultados.
Siemens admite fazer “spin off” da divisão de saúde
Bloomberg
Alexandra Machado 10 de Novembro de 2016 às 10:33

No dia em que apresentou resultados trimestrais, a Siemens admitiu a colocação em bolsa desse activo, mas não dando mais pormenores. Os lucros das operações industriais atingiu os 2,45 mil milhões de euros nos três meses até Setembro, praticamente em linha com o mesmo período do ano anterior. As estimativas dos analistas, segundo a Bloomberg, apontavam para lucros de 2,141 mil milhões de euros.

 

Joe Kaeser, presidente executivo da Siemens, declarou, em entrevista à Bloomberg TV, que a "área de saúde é um dos negócios mais atractivos, se não o mais atractivo que temos na empresa. Queremos focá-lo ainda mais".

 

E é por isso que equaciona a sua cisão, já que a Siemens diz acreditar que a unidade de saúde pode conseguir um maior crescimento se for autonomizado, ainda que a companhia garanta que vai procurar manter o seu controlo, acrescentou o administrador financeiro, Ralf Thomas.

 

Os analistas, contactados pela Bloomberg, já aplaudiram esta intenção, vendo-a como "positiva", comentou Ben Uglow, da Morgan Stanley, mas mais comentários só serão possível com um calendário preciso, já que não se percebe se essa cisão poderá acontecer em 2017, 2018 ou mesmo 2019.

 

Esta estratégia tem sido prosseguida pela Siemens que se tem afastado dos produtos de consumo, para áreas mais de aplicações e soluções empresariais. A Siemens vendeu a unidade de telemóveis e a da iluminação Osram.

 

No quarto trimestre deste ano a Siemens obteve encomendas de 20,3 mil milhões de euros, menos 14%, devido a contratos elevados obtidos um ano antes.

 

As vendas cresceram 3% para 22 mil milhões de euros. Os lucros das áreas industriais atingiram os 2,4 mil milhões de euros, o que garante uma margem de lucro de 10,9%. O lucro consolidado subiu 18% para 1,2 mil milhões de euros.

 

No conjunto do ano fiscal de 2016, terminado em Setembro, a Siemens teve um crescimento de 5% tanto nas encomendas como nas vendas, face ao ano anterior, atingindo, respectivamente, 86,5 mil milhões e 79,6 mil milhões. Os lucros das unidades industriais cresceram 13% para 8,7 mil milhões de euros, com uma subida na unidade de energia e na saúde.

 

O lucro consolidado ficou em 5,6 mil milhões de euros, menos que os 7,4 mil milhões um ano antes, mas que incluiu resultados extraordinária pelos desinvestimentos em vários negócios, entre eles na BSH Bosch. O lucro por acção foi de 6,74 euros, acima da meta que tinha sido estabelecida. A Siemens propôs a distribuição de um dividendo de 3,6 euros por acção.

 

Para o ano fiscal que agora se iniciou, a Siemens diz esperar um lucro por acção entre 6,8 euros e 7,2 euros. Kaeser alertou, anteriormente, para as cautelas necessárias por causa das incertezas políticas que podem "minar" o ano de 2017 e os seus resultados, dizendo, agora, segundo a Bloomberg, que continua a antever ventos fortes no crescimento macroeconómico devido a um ambiente geopolítico complexo. As vendas em 2017 deverão crescer entre 1% e 2%. Comentando a vitória de Donald Trump, o presidente executivo diz não esperar grandes alterações na procura.




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