Tecnologias Siemens Portugal cria 250 novos empregos e ultrapassa os 2 mil trabalhadores

Siemens Portugal cria 250 novos empregos e ultrapassa os 2 mil trabalhadores

A empresa conta com trabalhadores de 46 nacionalidades e tem criado postos de trabalho em Portugal, Angola e Moçambique.
Siemens Portugal cria 250 novos empregos e ultrapassa os 2 mil trabalhadores
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André Cabrita-Mendes 27 de setembro de 2017 às 12:39
A Siemens Portugal criou 251 novos postos de trabalho ao longo do último ano em Portugal, Angola e Moçambique. A empresa conta agora com um total de 2.020 trabalhadores.


Os "motores do crescimento" da Siemens Portugal têm sido "áreas tecnologicamente avançadas, que vão da digitalização focada na indústria 4.0, na automação de edifícios, na gestão de redes elétricas inteligentes, passando pela mobilidade elétrica e pelos serviços digitais na produção de energia e indústrias de processo", segundo um comunicado divulgado esta quarta-feira, 27 de Setembro.

Entre os seus 2.020 trabalhadores, a Siemens Portugal conta com 46 nacionalidades, com a sua maioria (75%) a contarem com qualificação universitária, entre licenciados, mestres e doutorandos, permitindo cobrir o mercado de exportação com 14 línguas diferentes.

Os centros de competência de engenharia da empresa exportam serviços para clientes nos cinco continentes, como soluções aeroportuárias, portos e autocarros eléctricos.

"É com grande satisfação que podemos constatar o aumento significativo de novos postos de trabalho altamente qualificados criados nas empresas do grupo Siemens, refletindo o crescimento das atividades em território nacional, Madeira e Açores, nas operações nearshoring de serviços TI e engenharia para o mundo, e nas exportações para o mercado europeu, angolano e moçambicano, em particular", disse Pedro Pires de Miranda, presidente executivo da Siemens Portugal.


Olhando para o futuro, a Siemens Portugal diz estar "optimista quanto ao crescimento do negócio quer no mercado nacional quer internacional, o que permite perspetivar um crescimento dos recursos humanos, nos próximo dois anos".

Em Novembro de 2016, a Siemens arrancava com o recrutamento de 109 trabalhadores para o seu centro tecnológico em Lisboa, como avançou o Negócios.

A filial portuguesa da empresa alemã tem contribuido para vários projectos da Siemens no estrangeiro, tal como a construção de três centrais a gás natural no Egipto que vão levar electricidade a 45 milhões de egípcios.

A companhia também ganhou um concurso este ano para fornecer 800 mil contadores de electricidade inteligentes à EDP Distribuição em 2017 e 2018.




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comentários mais recentes
Anónimo 28.09.2017

Onde não se pode despedir, onde não deixam desalocar e realocar convenientemente capital e factor trabalho de modo rápido e descomplicado, nunca é possível fundar e sediar grandes empresas como a Siemens, que diga-se, não faz só quadros em Portugal e cria muito mais valor em múltiplas outras áreas de negócio espalhadas pelo mundo. "Siemens AG plans to cut about 2,500 mostly German jobs in a bid to stay competitive amid falling demand in energy, mining and metals" (by Benedikt Kammel, 9 de março de 2016) "German industrial group Siemens will cut a further 4,500 jobs as it battles to cope with subdued economic growth and weak demand from energy customers. The cuts come on top of 7,400 job losses already announced" (by Georgina Prodhan, May 7, 2015) "The company witnessed a major overhaul in the past few years, including around 13,000 job cuts and rearrangement of organisational structure." (by Scott Tindle, 27 Jan 2016).

Anónimo 28.09.2017

A Siemens só tem interesse em estar presente na Europa fora da Alemanha se os custos do trabalho, entre outros, forem mais baixos do que na Alemanha. A Siemens tem sempre a opção de se deslocalizar para inúmeras economias do leste da Europa num ápice.

Anónimo 28.09.2017

Em países como a Alemanha o mercado laboral goza de bastante flexibilidade. Por isso as suas economias são mais ricas e as suas sociedades mais justas. Tomem-se como exemplo a Siemens ("Siemens AG plans to cut about 2,500 mostly German jobs in a bid to stay competitive amid falling demand in energy, mining and metals"), a Volkswagen ("VW to cut 3,000 office jobs in Germany by end 2017"), os caminhos de ferro Deutsche Bahn ("According to the plans about 5,000 jobs could go in the freight division alone. The state-owned company is working with consultancy McKinsey on the plans which are due to be finished by December and agreed by the supervisory board."), o Deutsche Bank ("The bank will close 200 branches in Germany -- with the loss of 4,000 jobs") e tantos outros nomes sonantes e menos sonantes do mundo das organizações germânico. Isto mostra-nos a importância de deixar funcionar os mercados de factores produtivos e de bens e serviços nas economias.

Anónimo 28.09.2017

Lê-se que só tem doutorandos. Não tem doutorados? Estranho...

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