Comércio Sindicato afirma"grande adesão" à greve, patrões revelam "impacto residual"

Sindicato afirma"grande adesão" à greve, patrões revelam "impacto residual"

O primeiro dia da greve dos trabalhadores de lojas, super e hipermercados teve “um impacto residual”, decorrendo dentro da “normalidade”, segundo a Associação Portuguesa de Distribuição (APED), enquanto para o sindicato teve “forte adesão”.
Sindicato afirma"grande adesão" à greve, patrões revelam "impacto residual"
Miguel Baltazar
Lusa 23 de dezembro de 2017 às 20:34

Fonte da APED contactada pela Lusa, pelas 18:15, avançou que o dia correu com "normalidade", não "havendo alterações aos dados fornecidos no primeiro balanço desta manhã".

"No sector da distribuição registou um impacto residual e não afectou o normal funcionamento das lojas de retalho alimentar e não alimentar que fazem parte da rede dos seus associados", referiu fonte da APED à Lusa.

A associação garantiu ainda estarem "asseguradas todas as condições para que os consumidores portugueses possam aceder a todos os serviços habitualmente prestados nesta época natalícia".

Já do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), a dirigente Isabel Camarinha avançou à Lusa "um balanço muito positivo" da paralisação.

"A paralisação teve uma grande adesão nas cadeias com super e lojas mais pequenas. Temos conhecimento de algumas lojas Minipreço e Lidl de pequena dimensão fechadas, já que há maior dificuldade em fechar uma loja maior porque tem mais empregados", explicou.

A dirigente explicou que existe "um grande descontentamento dos trabalhadores com o contrato de trabalho" e daí que tenham aderido à greve.

Isabel Camarinha acrescentou que no domingo, véspera de Natal, a "adesão será maior", salientando que os trabalhadores não podendo fazer greve durante os dois dias por perda do dia de retribuição, alguns optaram por dia 24, "já que há muitos anos que não passam o dia com os amigos e família".

Os trabalhadores do retalho iniciaram hoje uma greve de dois dias, juntando-se ao pessoal dos armazéns, que começou o protesto na sexta-feira.

A paralisação, convocada pelos sindicatos da CGTP, tem como objectivo pressionar a APED a evoluir na negociação do contrato colectivo do sector para que se concretizem aumentos salariais, alterações de carreira e regulamentação dos horários de trabalho.

Na sexta-feira os trabalhadores dos armazéns e da logística do Lidl, Minipreço, Jerónimo Martins e Sonae estiveram em greve e concentraram-se junto às respectivas empresas.

As empresas associadas da APED empregam 111 mil trabalhadores.




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mais votado Anónimo 24.12.2017

Os sindicalistas portugueses são ruinosamente irresponsáveis. Idiotas de megafone a piratear a economia e o Estado.

comentários mais recentes
Ah Sinhe? 24.12.2017

Em que planeta vivem estes sindicatos controlados pelo partido Parasitas e Chulos de Portugal? Visitei de propósito vários supermercados e se vi algo diferente, ontem e hoje, foi uma maior afluência de clientes. E confesso que não vivo em Marte nem na Lua.

Anónimo 24.12.2017

Numa economia, existem 2000 cientistas de foguetões reutilizáveis distribuídos pelos cargos de chefia do sector público, do ensino privado e das empresas privadas de transporte terrestre que nada têm a ver com foguetões. Essa economia precisa de 2000 cientistas de foguetões reutilizáveis, mas tem 2000 chefes a mais no sector público, no ensino privado e nas empresas privadas de transporte terrestre. Estes chefes têm carreiras cheias de bónus, benefícios e progressões automáticas por antiguidade que os seus sindicatos negociaram com governantes eleitoralistas ao longo dos anos. O dinheiro que o sector público, o ensino privado e as empresas privadas de transporte terrestre gastam para pagar a esses 2000 chefes desnecessários, mal alocados e incrivelmente qualificados em ciência de foguetões reutilizáveis é equivalente ao que seria necessário ao mercado de capitais doméstico para investir no sector dos foguetões reutilizáveis naquela economia. O mercado laboral é rígido. O que fazer?

Anónimo 24.12.2017

Os sindicalistas portugueses são ruinosamente irresponsáveis. Idiotas de megafone a piratear a economia e o Estado.

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