Banca & Finanças Sindicato do Norte avisa CGD que saída de pessoal não pode ser feita sob pressão

Sindicato do Norte avisa CGD que saída de pessoal não pode ser feita sob pressão

O SBN receia que o processo de rescisões na Caixa se possa transformar em despedimentos. O sindicato que pertence à Febase teme pela identificação que a própria CGD vai fazer dos "postos de trabalho a suprimir".
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Diogo Cavaleiro 04 de julho de 2017 às 18:03

O Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) está apreensivo em relação ao processo de saída de pessoal da Caixa Geral de Depósitos. Um dos pontos de receio é o processo no âmbito do qual o banco pode indicar os postos de trabalho a extinguir.

 

"O SBN manifesta a sua apreensão e receio de que a identificação e listagem de ‘postos de trabalho a suprimir’ e dos ‘trabalhadores a abordar’ ‘para efeitos da fase de reuniões’ a realizar com vista à extinção de contratos de trabalho, acabe por estigmatizar ou marcar negativamente os respectivos trabalhadores, com consequências nefastas para o seu futuro profissional, tolhendo de forma inaceitável a sua liberdade de decisão, seja para dizerem sim, seja para dizerem não", indica o comunicado do sindicato, que pertence à Febase, da UGT.

 

No âmbito do processo de rescisões por mútuo acordo, que lançou após as pré-reformas não terem atingido a meta desejada, a CGD mostra-se disponível a receber propostas de trabalhadores dispostos a sair ou indicar postos de trabalho que considera extinguíveis.

 

Neste processo, o SBN sublinha que o programa não pode envolver "procedimentos e comportamentos ou actuações por parte de elementos da direcção de pessoal ou de superiores hierárquicos, que diminuam, limitem ou por qualquer forma pressionem a livre determinação dos trabalhadores visados".

 

"O SBN pugna sempre pela salvaguarda dos postos de trabalho, opondo-se a despedimentos encapotados", concretiza o comunicado sobre o processo em que os funcionários se podem candidatar até 26 de Setembro. O Governo tem assegurado que não há quaisquer despedimentos na Caixa. 

 

A CGD está comprometida com uma redução de 2.200 trabalhadores até 2020, sendo que, a cada ano, tem uma meta de diminuição de cerca de 550 postos de trabalho. Quem aderir ao programa recebe entre 1,6 e 2,1 salários por cada ano trabalhado, até um máximo de cinco anos, consoante está integrado na Segurança Social ou na Caixa Geral de Aposentações, respectivamente.

 

A Febase, a que pertence o SBN, tinha já criticado a postura da gestão de Paulo Macedo no processo de pré-reformas que estava em curso antes do actual programa de rescisões por mútuo acordo, considerando estar a acontecer uma "pressão inadmissível" para as adesões. 




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Não os foram despedindo ao longo do tempo como os mais elementares princípios da boa gestão indicavam, agora falidos e a mendigar resgates caridosos é que se lembram de melhorar a política de recursos humanos na organização capturada pelo excedentarismo sindicalizado de carreira. É uma mentalidade de raptor burlão a fazer assaltos à mão armada sempre que lhe dá na real gana. Triste Portugal.

comentários mais recentes
pertinaz Há 2 semanas

CUMBERSA DA TRETA

OS SINDICATOS NÃO MANDAM

QUEM MANDA É A ESCUMALHA...!!!

Anónimo Há 2 semanas

Portugal é a favela do mundo mais desenvolvido. Chamem a polícia.

Anónimo Há 2 semanas

Não os foram despedindo ao longo do tempo como os mais elementares princípios da boa gestão indicavam, agora falidos e a mendigar resgates caridosos é que se lembram de melhorar a política de recursos humanos na organização capturada pelo excedentarismo sindicalizado de carreira. É uma mentalidade de raptor burlão a fazer assaltos à mão armada sempre que lhe dá na real gana. Triste Portugal.

Anónimo Há 2 semanas

Em países que se deixaram capturar por uma cultura desonesta, onde o mais desonesto vence, e provinciana, pouco atenta à realidade global e à modernidade tal como ela lhes chega do mundo mais desenvolvido, com leis atrasadas, estupidamente redigidas e permissivas a todos os abusos e abusadores, o sindicalismo e o capitalismo de compadrio são capazes de pôr o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com zero procura de mercado na economia, chamemos-lhe o vendedor de areia no deserto, a viver tão ou mais confortavelmente do que o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com muita procura de mercado nessa mesma economia, chamemos-lhe o vendedor de água no deserto. E é claro, uma economia assim cheia de distorções, frontalmente anti-mercado, atrasa-se e empobrece.

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