Empresas Sindicato dos CTT prevê "forte adesão" à greve antes do Natal

Sindicato dos CTT prevê "forte adesão" à greve antes do Natal

A greve nos CTT, agendada para quinta e sexta-feira, visa melhores condições de trabalho e salvaguarda de empregos.
Sindicato dos CTT prevê "forte adesão" à greve antes do Natal
Lusa 20 de dezembro de 2017 às 11:11

Os trabalhadores dos CTT vão estar em greve na quinta e na sexta-feira por melhores condições de trabalho e pela manutenção dos empregos, numa altura em que foi anunciada a redução de 800 postos de trabalho.

 

Fernando Ambrioso, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, filiado na CGTP, disse à agência Lusa que "a paralisação deverá ter uma forte adesão, tendo em conta a mobilização demonstrada pelos trabalhadores nos locais de trabalho".

 

O sindicalista prevê que a correspondência fique por distribuir nos dois dias da greve.

 

"Mas a população vai notar sobretudo os efeitos na distribuição do correio azul, dado que o correio normal já está a ser distribuído com muito atraso", disse.  

 

Fernando Ambrioso salientou que a redução de pessoal nos CTT tem levado à sobrecarga dos restantes trabalhadores e à degradação do serviço prestado.

 

"Por isso, um dos objectivos desta greve era pôr a população a discutir o que se pretende deste serviço e isso já foi conseguido", afirmou o sindicalista.

 

A paralisação foi também convocada pelo Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações, Media e Serviços (SINDETELCO), filiado na UGT, e pelo SINQUADROS - Sindicato de Quadros das Comunicações. 

 

Na prática, a greve de dois dias começa ainda hoje à noite dado que vários grupos de trabalhadores do centro de tratamento de correio de Cabo Ruivo, em Lisboa, iniciam o seu turno às 22:00 e às 23:00.

 

Os secretários gerais das duas centrais sindicais, CGTP e UGT, Arménio Carlos e Carlos Silva, respetivamente, vão estar junto dos trabalhadores de Cabo Ruivo no início da paralisação. 

 

Na terça-feira os CTT divulgaram um plano de reestruturação que prevê a redução de cerca de 800 postos de trabalho nas operações da empresa ao longo de três anos, devido à queda do tráfego do correio.

 

Os CTT empregam 6.700 pessoas.




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mais votado Anónimo 20.12.2017

Foi fraquinha a reestruturação, mas o enquadramento legal português, infelizmente, não dá para mais.

comentários mais recentes
Anónimo 20.12.2017

Ao contrário da situação nos países ricos e desenvolvidos, o excedentarismo em países atrasados, cheios de pobreza, miséria e subdesenvolvimento, como na África Subsariana, é desprezável, ou um mal necessário, na medida em que como não existe um sistema público de segurança social nem outras estruturas do Estado de Bem-Estar Social, o excedentarismo acaba por cumprir, ainda que de forma parcial e muito limitada, as mais fundamentais e estruturantes funções sociais dos Estados de Bem-Estar Social já bem estabelecidos no Primeiro Mundo. No Primeiro Mundo, onde existem condições para criar valor do mais elevado quilate, mesmo com escassez de recursos naturais, o excedentarismo, nas organizações públicas e privadas, é um cancro económico e social que extrai valor do Estado, incluindo o Estado Social, da economia e da sociedade, tendo por isso que ser combatido sem piedade, a par com os flagelos da corrupção política, do compadrio e demais formas de cleptocracia instituída anti-mercado.

Anónimo 20.12.2017

SemCrer,
Deves ter nascido ontem para não teres assistido à injecção de capital em anos afim nos CTT. Sempre com prejuízos. Distribuem dividendos a quem comprou os CTT a preços super valorizados. Grande negócio do Passos. Compra accções e recebes dividendos. Informa-te e deixa o sindicalismo

Anónimo 20.12.2017

É bom que os sindicalistas portugueses se comecem a habituar às rondas de despedimentos quando estas são mais do que necessárias em determinada organização porque sem gestão de recursos humanos não existe equidade e sustentabilidade económica, criação de riqueza, nem soberania nacional. Adaptem-se à evolução civilizacional.

Anónimo 20.12.2017

O despedimentos de excedentários é normal em qualquer economia desenvolvida do mundo livre. Acontece quase todos os dias em alguma organização do sector público ou privado. A boa gestão de recursos humanos é o maior antídoto para a extracção de valor que luta pelo seu espaço fazendo frente à criação de valor, e que, invariavelmente, leva ao empobrecimento e à mendicante dependência externa.

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