Aviação Sindicato insta Governo a cumprir Acordo de Empresa dos tripulantes de cabine da TAP

Sindicato insta Governo a cumprir Acordo de Empresa dos tripulantes de cabine da TAP

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo instou esta sexta-feira o Governo a cumprir o assinado em concertação social sobre a não denúncia do Acordo de Empresa e garantiu que a "porta está escancarada" para negociar com a TAP.
Sindicato insta Governo a cumprir Acordo de Empresa dos tripulantes de cabine da TAP
Mariline Alves/Correio da Manhã
Lusa 19 de janeiro de 2018 às 20:52
No dia em que foram aprovadas greves dos tripulantes de cabine da companhia aérea nacional, em assembleia geral do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), a presidente do sindicato, Luciana Passo, recordou que o Estado tem 50% da TAP e "tem de fazer cumprir o que assinou" e o que afirmou em defesa do Acordo de Empresa (AE).

O compromisso governamental citado pelo sindicato é de uma "política de não uso da figura da denúncia de convenções colectivas de trabalho durante um período de 18 meses, a começar em Janeiro de 2017, assumindo adicionalmente o próprio Estado idêntico compromisso, bem como o de dinamização da negociação colectiva em todos os sectores em que é empregador";

Assim, no processo de denúncia do AE na TAP "há falha política do Governo e uma vertente legal", com a dirigente sindical a afirmar, porém, estar a "porta escancarada" para negociar e adaptar o AE a "novas realidades".

"Mas a negociação tem de ser justa e credível, tem que ser o próprio Governo a tomar conta do assunto e a garantir que não falha. Os compromissos têm que ser honrados e nós tínhamos que denunciar e combater os incumprimentos" que o sindicato atribuiu ao Governo e à TAP, segundo Luciana Passo à agência Lusa.

A última greve dos tripulantes foi de quatro dias em Novembro e Dezembro de 2014, com adesão entre os 98 e 100%, um valor elevado que a presidente do sindicato admite repetir-se nos próximos protestos.

A primeira paralisação está agendada para 9, 10 e 11 de Fevereiro, estando previsto que o pré-aviso de greve por três dias se repita mensalmente "caso a TAP Air Portugal continue a manter a mesma postura intransigente e de má-fé".

Foram ainda aprovadas três paralisações parciais a iniciar no dia 28 de Março e que respeitam a voos de médio e longo curso em determinadas aeronaves, devido a questões de equipamento e de horários.



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