Automóvel Sindicato não acredita na deslocalização do novo modelo VW da Autoeuropa

Sindicato não acredita na deslocalização do novo modelo VW da Autoeuropa

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Ambiente do Sul (SiteSul) não acredita que questões laborais transfiram a produção do novo modelo da Volkswagen (VW) da fábrica Autoeuropa, em Palmela (Setúbal).
Sindicato não acredita na deslocalização do novo modelo VW da Autoeuropa
Pedro Elias
Lusa 25 de agosto de 2017 às 17:19
Em declarações à agência Lusa, Eduardo Florindo, dirigente do SiteSul, referiu não acreditar que a marca alemã deslocalize a produção do T-Roc.

"Essa pressão que está a ser feita pelos responsáveis da VW vem no sentido de pressionarem os trabalhadores a aceitarem a proposta que fizeram. Até porque quando a empresa começar a produzir a 100%, que é só em Fevereiro de 2018, esperamos que as coisas se resolvam e que as partes cheguem a um acordo".

Em entrevista ao Jornal de Negócios, o director-geral da Autoeuropa, Miguel Sanches, admitiu que a deslocalização de parte da produção é "um cenário que pode estar em cima da mesa, mas tanto a administração, como a equipa da Autoeuropa irão fazer todo o possível para evitar esse cenário e manter toda a produção do carro em Portugal".

A greve foi marcada para contestar as propostas de alteração de horário, recordou o dirigente sindical, indicando estar em causa a "obrigatoriedade de trabalhar aos sábados durante dois anos, fora os domingos e os feriados de que ninguém fala, pelo que na prática os trabalhadores passam o tempo todo na fábrica a trabalhar".

"E o desgaste da saúde que isto provoca, numa empresa que cada vez mais tem doenças profissionais", referiu.

A cinco dias da realização da greve, o responsável indicou que nenhuma das partes tentou qualquer contacto, explicando que as conclusões do plenário de segunda-feira deverão ser enviadas à administração.

O plenário vai servir para "esclarecer as dúvidas dos trabalhadores sobre os horários e preparar a greve do dia 30", acrescentou o sindicalista.

Eduardo Florindo admitiu que se a empresa não alterar a sua posição poderá ser marcada, "mais para a frente", uma outra reunião de trabalhadores para "discutir outras formas de luta, se for necessário".

Na quinta-feira, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) informou que se vai juntar à greve de 30 de Agosto, ainda que "por razões diferentes".

No final de Julho, a CT da Autoeuropa decidiu convocar uma greve a todos turnos para 30 de Agosto, depois de a empresa ter anunciado que era preciso adoptar novos horários para assegurar a produção de 200 mil unidades do novo modelo T-Roc na fábrica de Palmela, quase triplicando a produção atingida em 2016.

Esta situação levou a empresa a decidir a abertura de um sexto dia de produção e a contratação de cerca de 2.000 colaboradores, dos quais 750 são para implementar um sexto dia semanal de operação.

A CT e a administração chegaram então a um pré-acordo para os novos horários e turnos, que incluía uma compensação financeira de 175 euros acima do valor previsto na legislação. No entanto, esta proposta foi rejeitada pelos trabalhadores da empresa, tendo contado apenas com 23,4% de votos favoráveis num universo de 3.472 votantes, o que motivou a demissão da CT.

O SIMA dirigiu um pré-aviso de greve ao Conselho de Administração da empresa e aos ministérios do Trabalho e da Economia a informar que a paralisação vai ocorrer "das 00:00 às 24:00" da próxima quarta-feira, dia 30 de Agosto, tendo o secretário-geral do sindicato, José Simões, explicado à Lusa que esta greve terá lugar "por razões diferentes".

"Nós temos um contrato colectivo assinado no sector e os outros não têm contrato colectivo nenhum. O que se passou foi que houve uma reunião com a administração da empresa, em que nos apresentaram uma proposta, depois nós apresentámos as nossas alterações e, até agora, não houve resposta", explicou José Simões na quinta-feira, sem referir quantos trabalhadores da Autoeuropa estão representados pelo SIMA.



A sua opinião6
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
General Ciresp Há 3 semanas

ironia lembratoria:assim se falava nesse tempo sobre o VALE DO AVE,hoje resta-nos dele o rio DESFIGURADO.Ja nem serve para refrescar uns pes,ou ate mesmo para lavar uma coecas que se sujaram na hora devido a uma caganeira inesperada.Armenios alermar a borrada sucessiva.

Anónimo Há 3 semanas

Adeus auto europa! deixaram lá entrar os sindicatos? vai ser o fim! não vai ser só o novo modelo , não! daqui por 8, 9 10 anos (tanto?) o que vai ser deslocalizado é a própria auto europa. Ò Chora, por onde anda? deixou depois de tanto trabalho e entendimentos tudo entregue aos bichos... é pena!

Anónimo Há 3 semanas

Esta gente dos sindicatos pensam que os Alemaes estao a bricar e a fazer chantagem, pensam que sao como eles.
Vao no canto da sereia dos camaradas da CGTP e depois podeis ficar a semana toda em casa porque o negocio acabou. CGTP/lixo

Autoeuropeu Há 3 semanas

Este Eduardo Florindo deve ser mais um sindicalista que nao trabalha uma semana completa e a unica coisa que faz e arranjar problemas.... Esta gente mete nojo... Falta a PIDE para limpar esta escumalha

ver mais comentários
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub