Empresas Sindicato pede ao Governo medidas urgentes contra "criminosa actuação" dos CTT

Sindicato pede ao Governo medidas urgentes contra "criminosa actuação" dos CTT

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) pediu hoje ao Governo e aos deputados medidas urgentes contra "a criminosa actuação" dos CTT, no dia em que encerraram oito das 22 estações que a empresa prevê fechar.
Sindicato pede ao Governo medidas urgentes contra "criminosa actuação" dos CTT
Bloomberg
Lusa 19 de janeiro de 2018 às 14:56

As estações dos CTT de Avenida (Loulé), Filipa de Lencastre (Sintra), Junqueira (Lisboa), Lavradio (Barreiro), Olaias (Lisboa), Socorro (Lisboa), Universidade (Aveiro) e Barrosinhas (Águeda) fecharam hoje, no âmbito do plano de reestruturação da empresa, que prevê encerrar um total de 22, informou a empresa.

 

De acordo com o coordenador do SNTCT, José Oliveira, trabalhadores foram confrontados com o encerramento das estações na quinta-feira, no final do horário de trabalho.

 

"Não houve qualquer aviso prévio. Os trabalhadores foram confrontados, a generalidade deles, à hora do encerramento normal da estação, com o encerramento da estação e a colocação do papel pardo nas montras e portas", afirmou.

 

José Oliveira salientou que hoje já passou pelas estações que encerraram em Lisboa e que os próprios cidadãos estão a ser confrontados com a porta fechada.

 

Os trabalhadores estarão a ser deslocados para outros locais de trabalho, acrescentou.

 

Devido ao encerramento, o sindicato decidiu pedir, numa carta enviada por email, "por uma questão de rapidez e urgência", a intervenção do primeiro-ministro, do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, dos grupos de deputados com assento parlamentar e da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM).

 

"Reclamamos de V. Exas. que, nos diversos graus de responsabilidade que vos estão atribuídos, atuem urgentemente no sentido de que seja reposta a normalidade e a qualidade da prestação do Serviço Postal Universal e a presença dos CTT junto das populações e como factor de inclusão e coesão das regiões, dos portugueses e das portuguesas e também do tecido empresarial", salientou o sindicato na carta.

 

O SNTCT considerou que, "com mais este corte" na Rede Pública Postal, a administração dos CTT "continua a sua escalada de prejuízo aos cidadãos, de destruição dos diversos tipos de património recebidos do Estado aquando da ignominiosa Privatização da Empresa".

 

"A reversão total da privatização dos CTT é, por isso e em nosso entender, e dos milhares de cidadãos, instituições e empresas com que temos contactado, urgente e o único caminho para a defesa da qualidade e efectividade do serviço postal e, principalmente do Serviço Postal Universal, acrescentou.

 

Os CTT confirmaram a 02 de Janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação, que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afectar 53 postos de trabalho.

 

A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas "não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respectivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente".

 

Em causa estão os seguintes balcões: Junqueira (concelho de Lisboa), Avenida (Loulé), Universidade (Aveiro), Termas de São Vicente (Penafiel), Socorro (Lisboa), Riba de Ave (Vila Nova de Famalicão), Paços de Brandão (Santa Maria da Feira), Lavradio (Barreiro), Galiza (Porto), Freamunde (Paços de Ferreira), Filipa de Lencastre (Sintra), Olaias (Lisboa), Camarate (Loures), Calheta (Ponta Delgada), Barrosinhas (Águeda), Asprela (Porto), Areosa (Gondomar), Araucária (Vila Real), Alpiarça, Alferrarede (Abrantes), Aldeia de Paio Pires (Seixal) e Arco da Calheta (Calheta, na Madeira).

 

A decisão de encerramento motivou já críticas de autarquias e utentes.

 

Com a abertura dos 14 pontos de acesso - dos quais já se conhece, por exemplo, os de Termas de São Vicente (Penafiel), Arco da Calheta (Calheta) e Lavradio (Barreiro) -, os CTT "garantem que em todas as localizações" das 22 lojas que serão encerradas "a população mantém acesso ao atendimento dos CTT a um quilómetro ou menos da anterior localização".

 

Depois da conclusão desta operação, os CTT afirmam que haverá "uma redução máxima de oito pontos de acesso, resultado do encerramento/transformação de 22 lojas próprias e da abertura de 14 novos postos de correio".




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Anónimo Há 3 semanas

Economias como a alemã e afins desenvolvem e produzem tudo aquilo que é necessário para que esta revolução onde o factor trabalho será substituído a elevada taxa por factor capital se dê em todo o mundo. É natural que viva em pleno emprego nesta transição. Muitos ganhos sob a forma de lucros, rendas, mais-valias, dividendos, propriedade intelectual e juros terá depois. Portugal está com pleno emprego porque faz camas e serve almoços àqueles, e o seu sector público é dos poucos que oficialmente "não tem excedentários". Isto não vai acabar bem para Portugal. Tal como não acabou nas outras três revoluções industriais.

Anónimo Há 3 dias

Sindicalistas comunistas. Rua !!!!!!!

É AO VÍGARO PASSOS Q SE DEVE A DESTRUIÇÃO DOS CTT Há 3 dias

Convém não perdermos de vista o passado recente e a origem PRINCIPAL da destruição, a que estão a ser sujeitos os CTT, os quais eram, antes da privatização, uma empresa essencial para as populações, além dos lucros que davam para o erário público.
É AO PULHA PASSOS COELHO QUE DEVEMOS TUDO ISTO !

Precisas de ir ao oftalmologista, caro " AA " Há 3 dias

Caro " AA ", para provares que tens um grame de inteligência dentro da caixa craniana, porque não te viras para a canalha Passos, que, na sua deriva ultraliberal de vender o país, ao desbarato, é que privatizou os CTT e é o verdadeiro culpado do que se está a passar na empresa ?

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