Automóvel Sindicato quer prémio de 250 euros para empregados da Autoeuropa trabalharem ao sábado

Sindicato quer prémio de 250 euros para empregados da Autoeuropa trabalharem ao sábado

O SITESUL quer os sábados pagos como trabalho extraordinário e mais 250 euros por mês para os trabalhadores da Autoeuropa que aderirem ao novo horário de transição, refere um comunicado hoje divulgado pelo sindicato afecto à CGTP.
Sindicato quer prémio de 250 euros para empregados da Autoeuropa trabalharem ao sábado
Autoeuropa
Lusa 12 de janeiro de 2018 às 13:37

Estas reivindicações fazem parte de um conjunto de propostas apresentadas na passada terça-feira à administração da empresa pelo sindicato mais representativo na Autoeuropa, para ajudar a resolver o conflito laboral sobre os novos horários na fábrica de automóveis de Palmela.

 

Segundo o Sitesul - Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, "a administração tem agora a derradeira oportunidade de se aproximar de uma solução que permita a resolução do conflito".

 

De acordo com o comunicado, na reunião da passada terça-feira, o sindicato apresentou à administração da Autoeuropa oito propostas, que, na opinião daquela estrutura sindical, poderiam criar condições para um acordo com a Comissão de Trabalhadores sobre os novos horários de produção.

 

Entre outras reivindicações, o sindicato defende que a Autoeuropa permita a adesão ao novo horário de transição, que deverá vigorar de finais de Janeiro a Julho deste ano, em regime de voluntariado, e reclama o pagamento do acréscimo de despesas com a guarda dos filhos dos trabalhadores que aderirem a este regime, mediante apresentação do respectivo comprovativo.

 

Outra reivindicação do sindicato é o "pagamento dos sábados como trabalho extraordinário, ou seja um acréscimo de 100% em relação ao valor da retribuição diária", mais 250 euros mensais para todos os trabalhadores que aceitem praticar aquele horário de transição, por forma a "compensar a desorganização da vida familiar e pessoal".

 

Além destas reivindicações, o SITESUL defende "um aumento salarial mínimo de 50 euros", com efeitos retroactivos a Setembro de 2017, para todos os trabalhadores, um aumento para 770 euros do salário A0, aplicável aos trabalhadores recém-admitidos, e um aumento, para 15 minutos, de todas as pausas no trabalho (actualmente estas pausas são de sete minutos), como forma de "prevenir o surgimento de doenças profissionais e contribuir para a melhoria da produtividade".

 

O documento apresentado pelo sindicato à administração da Autoeuropa defende ainda que o "investimentos na fábrica deve continuar, nomeadamente numa nova linha de montagem, por forma a permitir uma melhor organização do tempo de trabalho de segunda a sexta-feira".

 

Já depois de ter tomado conhecimento do conjunto de propostas do SITESUL, a administração da Autoeuropa reuniu - quinta-feira -, com a Comissão de Trabalhadores, mas nem a empresa nem a Comissão de Trabalhadores se disponibilizaram a prestar qualquer esclarecimento sobre o encontro.

 

No final do ano passado, a administração da Autoeuropa anunciou a intenção de avançar unilateralmente com o novo horário transitório após a rejeição de dois pré-acordos negociados previamente com duas Comissões de Trabalhadores.

 

Na altura, a empresa anunciou também que estava disponível para negociar, mas apenas no que respeita aos novos horários de laboração contínua, que deverão ser implementados no segundo semestre de 2018.

 

Apesar do protagonismo assumido pelos sindicatos nos últimos meses, a administração da fábrica da Volkswagen em Palmela mantem-se fiel à política da empresa de só negociar com a Comissão de Trabalhadores.

 

A Autoeuropa estima produzir mais de 240.000 veículos Volkswagen T-Roc em 2018, quase triplicando a produção de 2016, o que levou a empresa a contratar cerca de 2.000 novos trabalhadores e a implementar um sexto dia de produção, aos sábados, até Julho deste ano.

 

Após o tradicional período de férias no mês de agosto, a Autoeuropa deverá então iniciar a laboração contínua na fábrica de automóveis de Palmela, de forma a satisfazer as muitas encomendas no novo veículo T-Roc, que, segundo a empresa, está a ter uma boa aceitação no mercado.

 




A sua opinião18
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 1 semana

O sindicato quer? o sindicato? estamos entendidos...

comentários mais recentes
home Há 1 semana

Há bons e sensatos sindicalistas mas também há alguns que tomaram o gosto pelos microfones e ei-los em bicos de pés ! E é pena ! Vai acabar mal a novela da AutoEuropa !!!

Os Alemães são uns malandros, que nos querem explo Há 1 semana

250 euros ?
Só ?
Peçam mais, muito mais, que os Alemães têm por onde pagar.
Peçam creches, pagamentos de amas, financiamento, a fundo perdido, para férias nas Seychelles, sábados a 400%, aumento de 10% nos ordenados e tudo o mais a vossa fantasia imaginar.
Força !
Os boches têm muita guita.

Anónimo Há 1 semana

O sindicato quer? o sindicato? estamos entendidos...

Ao que conduz a demagogia do PCP e CGTP Há 1 semana

Trabalhadores da Autoeuropa e SITE-SUL supõem ver fraqueza na posição da empresa.
Meus caros, vocês estão na aldeia e não vêem as casas.
Não fora o investimento já feito pela VW para o projecto T-ROC e a deslocalização tinha já acontecido.
A VOSSA SANTA INGENUIDADE NÃO PERDERÁ PELA DEMORA.

ver mais comentários
pub