Empresas Sindicato considera que o Governo é o responsável pela "guerra" entre Pingo Doce e Continente

Sindicato considera que o Governo é o responsável pela "guerra" entre Pingo Doce e Continente

Manuel Guerreiro, presidente do sindicato dos trabalhadores do comércio, não tem dúvidas de que o governo é o responsável máximo pela "guerra" entre o Pingo Doce e o Continente.
Andreia Major 04 de Maio de 2012 às 11:24
O presidente do sindicato dos trabalhadores revelou hoje que existe uma “guerra” entre o Pingo Doce e o Continente, apontado o governo como responsável máximo.

“É responsável em primeiro lugar porque criou as condições para existirem estas guerras, quando liberalizou por completo o mercado, quando anulou todas as regras que existiam em relação a estas empresas e quando, de alguma forma, se coloca ao lado das empresas nestas guerras”, disse Manuel Guerreiro em declarações à TSF.

Face a esta situação, o representante do sindicato dos trabalhadores do comércio defende a aprovação de mais regras para proteger os funcionários e os consumidores desta competição.

Guerreiro avisa que desta guerra ninguém irá escapar ileso, nem trabalhadores nem consumidores, alertando para a necessidade urgente de regulação do sector da distribuição.

“Esta guerra desencadeada pelo Pingo Doce evidencia de facto que estamos num país onde não existem regras e as que existem não são cumpridas. Portanto é preciso regular o mercado, na perspectiva de que todos os formatos e todas as empresas devem existir porque criam emprego mas também porque isso é essencial para preservar os direitos dos consumidores”, declarou Manuel Guerreiro em entrevista à TSF.

O sindicato do comércio defende o fecho dos hipermercados aos domingos e feriados, regras mais apertadas na implantação das grandes superfícies, transparência nos contratos com os fornecedores e na contabilidade, inventários de existências reais e registo de vendas controlável pelas finanças.

Com o intuito de apresentar estas propostas, o sindicato dos trabalhadores do comércio pretende reunir-se com o Governo, com as autoridades responsáveis pela fiscalização e ainda com as duas maiores cadeias de distribuição do mercado português, o Pingo Doce, da Jerónimo Martins, e o Continente, da Sonae.



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