Banca & Finanças Sindicato pede que eventuais saídas do Novo Banco em 2017 sejam voluntárias

Sindicato pede que eventuais saídas do Novo Banco em 2017 sejam voluntárias

A administração do Novo Banco já garantiu que não estão previstas mais rescisões para este ano. O SNQTB pede que, a terem de acontecer no próximo ano, que sejam através de acordos.
Sindicato pede que eventuais saídas do Novo Banco em 2017 sejam voluntárias
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 06 de Outubro de 2016 às 13:51

Há já uma garantia para os trabalhadores do Novo Banco: mesmo que o banco não seja vendido até ao fim de 2016, não haverá despedimentos adicionais porque já conseguiu as reduções de pessoal exigidas por Bruxelas. Para 2017, não há tantas certezas. Daí que o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) tenha feito uma solicitação para evitar saídas forçadas no próximo ano.

 

"Foi solicitado pelo SNQTB que, a ser necessária, uma redução adicional de postos de trabalho, a ocorrer em 2017, esta será alcançada mediante: saídas naturais e voluntárias; a cessação de contratos de trabalho por acordo e reformas", indica o comunicado do sindicato presidido por Paulo Marcos, disponibilizado no site oficial.

 

O comunicado foi revelado depois do encontro entre o sindicato a administração de António Ramalho na passada segunda-feira, dia em que também houve reunião com a comissão de trabalhadores e outros sindicatos. Rui Riso, do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, afirmou que "afirmou que não há necessidade de despedir mais pessoas porque o próprio impasse está a fazer com que sejam os trabalhadores a pedir para sair". O Novo Banco, que é um banco de transição, já fez dois anos a 3 de Agosto e continua sem ser alienado.

 

As reuniões tiveram lugar depois de, na sexta-feira passada, o Negócios ter noticiado que uma das exigências da Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia ao Estado português era o corte adicional de 500 trabalhadores se não houvesse uma venda do Novo Banco até ao final do ano. Este ano, já tinha sido exigida a saída de 1.000 trabalhadores para poupar 150 milhões de euros em custos. Mas a actividade normal do banco, segundo António Ramalho, assegura os cortes. 

 

"Foi também confirmado que o banco superou a redução de 1.000 trabalhadores e suplantou igualmente a redução de custos operacionais de 150 milhões de euros previstos para esta fase", indica o comunicado pelo que foi dada a garantia, também dada à comissão de trabalhadores, de que a instituição financeira "não prevê, em 2016, a necessidade de realizar uma restruturação de pessoal ou qualquer despedimento colectivo".

 

Em relação à compra, António Ramalho indicou que há "vários interessados na sua compra, estando a administração a trabalhar no cenário da manutenção do Banco enquanto entidade independente e com um novo accionista". O Novo Banco está à venda para sair da esfera do Fundo de Resolução. No processo de venda directa, já quatro propostas: BCP, BPI, Loan Star e Centerbridge/Apollo. Na venda em mercado a investidores institucionais, o mais recente nome a ser falado é do grupo chinês Minsheng, que quer ser o JPMorgan chinês.




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mais votado Anónimo 06.10.2016


SALÁRIO MÉDIO DOS PROFESSORES PORTUGUESES É O 3.º MAIS ALTO DA EUROPA, EM 2015.

"No caso dos docentes com salários mais altos, em que o rendimento dos docentes é superior ao PIB per capita, Portugal aparece em destaque como o terceiro com salários mais elevados da Europa: Bosnia Herzegovina (327%), Chipre (282%) e Portugal (245%)."

Relatório da Eurydice.

comentários mais recentes
Anónimo 06.10.2016

Sindicato pede que eventuais saídas do Novo Banco em 2017 sejam voluntárias

EU QUANDO FUI PARA A TROPA, FUI VOLUNTÁRIO Á FORÇA!
VOLUNTÁRIO PORQUE FUI PELO MEU PÉ.
Á FORÇA PORQUE SE NÃO FOSSE, SERIA PRESO NA PRIMEIRA OPORTUNIDADE.

Anónimo 06.10.2016

COFINA:potencial subida,pela aproximação de mínimo:forte cashflow operacional,de 4,77 M€ no 1ºSem./16 (pág.24 em http://www.cofina.pt/~/media/Files/C/Cofina/investors/reports/2016res/cofina-rc-jun-16.pdf ),q permite dividendo (0,015 €/ação),e abater dívida (2 M€ no 2ºTrim./16).COMPRAR FORTEMENTE.

Anónimo 06.10.2016


SALÁRIO MÉDIO DOS PROFESSORES PORTUGUESES É O 3.º MAIS ALTO DA EUROPA, EM 2015.

"No caso dos docentes com salários mais altos, em que o rendimento dos docentes é superior ao PIB per capita, Portugal aparece em destaque como o terceiro com salários mais elevados da Europa: Bosnia Herzegovina (327%), Chipre (282%) e Portugal (245%)."

Relatório da Eurydice.

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