Telecomunicações Sindicatos da PT vão ser ouvidos no Parlamento sobre 300 trabalhadores sem função atribuída

Sindicatos da PT vão ser ouvidos no Parlamento sobre 300 trabalhadores sem função atribuída

Os sindicatos que representam os trabalhadores da PT vão ser ouvidos na Comissão Parlamentar de Trabalho. Em causa estão os cerca de 300 trabalhadores sem função atribuída. Os sindicatos pediram ainda uma reunião “com carácter de urgência” ao ministro do Trabalho.
Sindicatos da PT vão ser ouvidos no Parlamento sobre 300 trabalhadores sem função atribuída
Sara Ribeiro 16 de março de 2017 às 12:34

Os vários sindicatos que representam os trabalhadores da PT Portugal vão ser ouvidos do Parlamento para debater a actual situação de cerca de 300 profissionais sem função atribuída.

Estes trabalhadores encontram-se colocados na Unidade de Suporte do grupo, sem funções atribuídas, no seguimento da reorganização implementada pela Altice quando adquiriu a operadora, em Junho de 2015. Este processo inclui a mobilidade interna dos trabalhadores, quer do local de trabalho quer de funções, a redução do outsourcing e a substituição desses postos por trabalhadores internos.

Logo na altura, estas medidas geraram algumas críticas, como do sindicato que representa os cerca de 10 mil trabalhadores da PT (STPT), que alertou que o processo de transferência de trabalhadores do grupo estava a ser feito "à queima-roupa" e "com represálias chegando a ameaçar de despedimento".

Os sindicatos têm apelado à intervenção do Governo desde Novembro do ano passado. E criaram "um grupo de trabalho para acompanhar esta temática e outras", que serão agora "abordadas na Comissão Parlamentar do Trabalho, uma vez que foi aprovado em Plenário com todos os partidos políticos disponíveis para nos receber através da Comissão do Trabalho em sessão na Assembleia da República em que o tema será unicamente sobre a PT, antes de depois da venda à Altice", lê-se no comunicado emitido esta quinta-feira, 16 de Março, assinado pelos vários sindicatos e pela Comissão de Trabalhadores da Meo.

O objectivo dos sindicatos é "sensibilizar o Governo para actual situação", explicou ao Negócios Jorge Felix, presidente da direcção do STPT.

Até ao momento, não há data marcada para a audição que também foi pedida por iniciativa do PCP. Mas de acordo com as últimas informações transmitidas pelo partido aos sindicatos a reunião acontecerá "em breve", acrescentou. No site do Parlamento ainda não há informações sobre a eventual reunião.

Além do PCP os sindicatos também se reuniram com o PS que, segundo Jorge Felix "também se predispôs a fazer tudo o que fosse possível". Com os restantes partidos, "para já, não há intenções" de avançar com reuniões.

As entidades que representam os trabalhadores da PT "decidiram ainda pedir uma reunião conjunta ao Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com carácter de urgência, enviando esforços no sentido de o sensibilizar para a situação em que se encontram os trabalhadores nas situações descritas e do ambiente de stress criado com a gestão que está a ser levada à prática pela Altice/Comité Executivo", lê-se no mesmo documento.

O comunicado enviado esta quinta-feira às redacções é assinado pela Comissão de Trabalhadores da Meo, pelo SINTTAV, STPT, SINDETELCO, SNTCT, TENSIQ e SINQUADROS.




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Só não viu quem não quis ver... Há 1 semana

Lembram-se da Cabovisão? Foi por por lá que a Altice começou a destruir valor nas telecomunicações nacionais. Como a coisa era pequena, com um despedimento colectivo quase fizeram a limpeza...mas também retirarm funções (inclusivé a directores)...
Teimamos em não querer aprender com o passado...

Anónimo Há 1 semana

Mas onde é que está escrito que os colaboradores assalariados desta organização não são elegíveis para requerer o RSI junto do Instituto da Segurança Social após uma bem planeada reestruturação da dita organização que elimine ou reduza o excedentarismo detectado?

*Anonimo* Há 1 semana

Falta criar o sindicato da malta das cópias, o dos que apertam parafusos.....viva os sindicatos!

Camaradaverao75 Há 1 semana

O meu camarada Jerônimo "abandonou" os trabalhadores do privado, já nem fala em 35h para todos. Os políticos para mim acabaram.

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