Automóvel SIVA: "Se a Volkswagen vir que não consegue produzir na Autoeuropa vai para outro lado qualquer"

SIVA: "Se a Volkswagen vir que não consegue produzir na Autoeuropa vai para outro lado qualquer"

A empresa que vende a marca alemã em Portugal alerta para o risco de deslocalização de produção do T-Roc.
SIVA: "Se a Volkswagen vir que não consegue produzir na Autoeuropa vai para outro lado qualquer"
Bruno Simão
André Cabrita-Mendes 05 de janeiro de 2018 às 12:21

A empresa que vende a marca Volkswagen defende que o agudizar do conflito laboral na Autoeuropa não vai afectar as entregas do novo modelo aos clientes portugueses.

 

"Não acredito [que as entregas sejam afectadas]. Mas acredito que se a própria marca vir que não vai conseguir produzir mais de 200 mil carros na Autoeuropa arranjará maneira de os produzir noutro lado qualquer", disse o administrador da SIVA, Pedro de Almeida, esta sexta-feira, 5 de Janeiro.

"Acho que isso não vai acontecer [deslocalização da produção]. Mas é um absurdo esta discussão num país que cresce 1%-2%, e numa fábrica que pesa mais de 1% do PIB e com mais de 4 mil postos de trabalho. Há pessoas que têm de trabalhar ao sábado, é chato, mas não entendo como não se chega a um entendimento. Acho que há aqui um braço-de-ferro absurdo, na minha opinião", afirmou o responsável da empresa que vende Volkswagen, Audi e Skoda.

"Não estou a dizer quem tem ou não tem razão. Acho que é uma derrota para os portugueses", disse Pedro de Almeida num encontro com jornalistas para fazer a apresentação dos resultados anuais da SIVA.

Recorde-se que as negociações entre a comissão de trabalhadores e a administração da Autoeuropa vão ser retomadas na próxima terça-feira, 9 de Janeiro, depois dos trabalhadores da fábrica da Volkswagen em Palmela terem chumbado o segundo pré-acordo laboral sobre a compensação e descanso relativamente ao trabalho ao fim-de-semana.

A Autoeuropa vai começar a produzir aos fins-de-semana a partir do final de Janeiro de forma a conseguir cumprir com a sua meta de produção de 240 mil automóveis em 2014.

 




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comentários mais recentes
Este governo vai afugentar as empresas Há 1 semana

É o ataque aos CTT, EDP, REN,GALP, AUTOEUROPA,etc.
E o Presidente dos beijinhos anda nos licores e bolo rei.
Tomem juizo que isto vai acabar mal...cosequencia: o FMI esfrega as mãos e o rating vai infletir para novo lixo

Anónimo Há 1 semana

Existem trabalhadores antigos na AE já com 50/55 anos de idade e mais, que estão desejando que a fábrica feche para receberem indemenizações, depois ficão mais 2 ou 3 aninhos no desemprego, e venha a reforma. É uma atitude egoista no mínimo e são precisos trabalhadores para lhes pagar a reforma!

Ora, oxalá q a fábrica dê de fosques para a Roméni Há 1 semana

Se a AE se deslocalizar o Arménio Carlos tem de ser pendurado num poste público até sucumbir de vez! Pulha salafrário nojento! Depois vão pedir emprego à comunada e ao bloco de esterco! Muitos trabalhadores da AE merecem horários Zero! Têm todo o tempo para a família e vão à apanha do berbigão!!

Anónimo Há 1 semana

Pedro Almeida administrador da SIVA : os alemães vão embora quando o interesse comercial não lhes agradar ! Podem trabalhar sábados, domingos e não terem folgas , mas se não venderem os carros não tem qualquer interesse comercial ter a AUTO - EUROPA A LABORAR , SÓ ISTO É O SUFICIENTE ....

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