Media Sky e HBO alargam parceria para concorrer com a Netflix

Sky e HBO alargam parceria para concorrer com a Netflix

A cadeia britânica e o HBO anunciaram um acordo de 250 milhões de dólares para produzir duas séries por ano, sendo que a primeira deverá estar nos ecrãs já em 2018.
Sky e HBO alargam parceria para concorrer com a Netflix
Bloomberg
Negócios 20 de abril de 2017 às 13:01

A cadeia britânica Sky e o canal norte-americano HBO vão alargar a sua parceria de co-produção com um compromisso de investimento de 250 milhões de dólares (cerca de 233 milhões de euros) para a produção de séries, com o objectivo de concorrer com grandes players do entretenimento como a Netflix e a Amazon, revela a Bloomberg.

 

A Sky, que vai ser comprada pela Twenty-First Century Fox de Rupert Murdoch (na foto), num negócio de 13 mil milhões de euros, vai produzir duas séries por ano com o HBO, da Time Warner, sendo que a primeira deverá chegar aos ecrãs já em 2018.

 

"A nossa busca é sempre pelas melhores produções", afirmou o director executivo da Sky, Jeremy Darroch, citado pela agência noticiosa. O acordo, acrescentou, "faz parte de um ecossistema onde estamos a tentar trabalhar com os melhores produtores e distribuidores em todo o mundo".

 

No passado dia 7 de Abril, Bruxelas deu luz verde à compra da Sky pela Twenty-First Century Fox por considerar que a operação "não levanta preocupações de concorrência na Europa," embora reconhecendo que a actual quota de mercado da Sky na compra e fornecimento de conteúdos pode ser reforçada marginalmente. 

 

As autoridades britânicas deverão pronunciar-se até 16 de Maio próximo sobre se a operação põe em causa o interesse público.

O negócio que dará o controlo exclusivo da Sky à Fox, com a compra dos remanescentes 61% do capital, foi formalizado em meados de Dezembro, levando os títulos da cadeia britânica a acumular uma subida de mais de 24% até agora. Nesta altura, as acções sobem 0,10% para 983 pence.

 

O anúncio da parceria coincide com a apresentação de contas da cadeia britânica, que viu as suas receitas crescerem 5% para 9,64 mil milhões de libras, mesmo com a quebra do mercado publicitário no Reino Unido. 


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