Pingo Doce
Soares dos Santos: "Não tive conhecimento" da promoção antecipadamente
04 Maio 2012, 08:51 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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Alexandre Soares dos Santos, 'chairman' da Jerónimo Martins, disse em declarações ao "Sol" ter ficado surpreendido com as consequências da polémica acção de descontos que o Pingo Doce realizou a 1 de Maio. Soares dos Santos afirma que o que se passou "foi uma loucura" e que o grupo "não esperava nada disto".
O patriarca do grupo Jerónimo Martins revelou ainda que ele próprio não soube com antecedência da preparação da acção de descontos de 50% nas compras superiores a 100 euros. "Não tive conhecimento", confessou ao Sol.

Segundo o semanário, para conseguir o efeito que alcançou, a campanha teve de ser planeada com grande secretismo pelo departamento de promoções da cadeia de retalho, que tem um orçamento de três milhões de euros para acções deste tipo. Outra fonte da empresa garantiu ao Sol que vão demorar dias a repor stocks para que estes voltem à normalidade.

Os gerentes das 369 lojas só terão sido informados da campanha 15 dias antes e tiveram ordens para não falar sequer com os funcionários. Os 24 mil colaboradores do Pingo Doce apenas souberam no dia anterior, e ter-lhes-á sido pedido que não fizessem compras durante a campanha. A finalidade era garantir que não haveria quebra de stocks. Em troca a cadeia de supermercados prometeu aos trabalhadores que poderiam usufruir dos mesmos descontos entre 7 e 11 de Maio.

Quanto às acusações dos partidos de esquerda e dos sindicatos de esta ter sido também uma tentativa de operação ideológica, Soares dos Santos rejeita liminarmente. "Ideologia? Isso é ridículo. Tratou-se de uma promoção e de uma acção para fazer face quebra de vendas. Não nos movemos por razões ideológicas".

O director-geral do Pingo Doce, Luís Araújo, avançou ainda ao mesmo jornal que "tivemos cinco vezes mais clientes do que seria de esperar num dia normal". O responsável recusou-se, no entanto, a quantificar, mas assegurou que não a acção não registou lucros. No entanto, Araújo disse estar seguro que a campanha da empresa não infringiu a lei. "Estamos seguros de que não há qualquer ilegalidade ou prática de venda com prejuízo nesta acção".
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