Banca & Finanças Sócrates nega pressão sobre Campos e Cunha para afastar gestão

Sócrates nega pressão sobre Campos e Cunha para afastar gestão

O antigo primeiro-ministro José Sócrates desmentiu Luís Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças, que disse no Parlamento ter sido pressionado pelo líder do executivo socialista de então para demitir a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Sócrates nega pressão sobre Campos e Cunha para afastar gestão
Lusa 06 de janeiro de 2017 às 18:15

"Há anos que o Dr. Campos e Cunha aproveita os quatro meses da sua passagem pelo Governo para atacar os seus antigos colegas. Considero tal comportamento desprezível e sempre o ignorei por não querer quebrar a regra que sigo de não comentar a vida interna do Governo a que presidi", acusou Sócrates numa nota enviada esta sexta-feira, 6 de Janeiro, à comunicação social.

 

"Hoje sinto que tenho o dever de o desmentir: as suas declarações a propósito da Caixa Geral de Depósitos são falsas e sem nenhuma correspondência com a verdade", assinalou o antigo governante.

 

E reforçou: "Esclareço que nunca fiz qualquer pressão para demitir a administração daquele banco. Esclareço ainda que a vontade de substituir a referida administração sempre me foi manifestada pelo então ministro das Finanças que, ao contrário do que agora é afirmado, na altura considerava que não estava à altura da missão do banco".

 

"Quanto às razões da sua exoneração do cargo de Ministro das Finanças, eu e todo o Governo da altura as conhecemos", rematou Sócrates.

 

O antigo ministro das Finanças Luís Campos e Cunha revelou na quinta-feira no parlamento que, desde que assumiu funções no Governo Sócrates, o primeiro-ministro o pressionou para demitir a administração do banco público.

 

"A relação com a CGD não teve um período de maturidade suficiente, porque estive apenas quatro meses no Governo. Desde o início, como ministro das Finanças, fui pressionado pelo primeiro-ministro [José Sócrates] para demitir o presidente da CGD e a administração da CGD", afirmou Campos e Cunha, que não acatou essas orientações.

 

"Por princípio, acho que deve ser dado tempo para as pessoas trabalharem e concluírem os seus mandatos", explicou Campos e Cunha, durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD, dando como exemplo o facto de não ter demitido nenhum director geral durante a sua curta passagem pelo executivo socialista, em 2005.


A sua opinião41
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 06.01.2017

Está-se mesmo a ver, agora a culpa foi do Teixeira dos Santos!!! Vai-te catar rapaz. Emigra para o Tarrafal.

comentários mais recentes
Anónimo 08.01.2017

Há gente que não perde a oportunidade para se colocar em "ponta de pés". Este Campos e Cunha não presta. Já se viu há muito tempo. Independentemente de ser ou não verdade aquilo que disse é uma atitude desprezível, tipo vendedor de peixe miúdo.

pertinaz 08.01.2017

O ESTUPOR DO PINÓQUIO NO SEU PIOR

Anónimo 08.01.2017

Como é que pode ser isto tudo e até LADRÃO se nas últimas eleiçoes teve 33% e até teve um hino? Estou confuso, help.

Anónimo 07.01.2017

Campos e Cunha desde que saiu do governo não tem poupado nas críticas a Sócrates.Porque razão saiu agora com isto?Só se lembrou agora ?Desculpem lá, mas a mim parece-me mais um aproveitamento para aparecer na CS.Já agora vejam onde CC trabalha e depois falamos

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub