Start-ups SoftBank investe mais de 450 milhões de euros em start-up britânica de simulação virtual

SoftBank investe mais de 450 milhões de euros em start-up britânica de simulação virtual

Tecnológica japonesa SoftBank investiu mais de 450 milhões de euros na Improbable, start-up britânica de simulação virtual. Com este financiamento, empresa tem uma avaliação superior a mil milhões de dólares.
SoftBank investe mais de 450 milhões de euros em start-up britânica de simulação virtual
Ana Laranjeiro 12 de maio de 2017 às 11:34

A tecnológica japonesa SoftBank realizou o seu segundo grande investimento na Europa. A companhia nipónica investiu 502 milhões de dólares (mais de 450 milhões de euros no câmbio actual) na Improbable, uma start-up britânica que trabalho em simulações virtuais, avança o Financial Times. Mais concretamente, a Improbable desenvolve mundos virtuais sofisticados para jogos e outras aplicações.

Com este financiamento, a start-up ficará com uma avaliação superior a mil milhões de dólares (ficando assim com o estatuto de unicórnio). Além disso, este é o maior financiamento, através de capital de risco, obtido por uma empresa do Reino Unido. O FT lembra que este tipo de investimento – de mais de 450 milhões de euros – são típicos em Silicon Valley (Estados Unidos) mas muito pouco frequentes na Europa.

Esta empresa foi fundada por dois licenciados da Universidade de Cambridge e é conhecida por ser algo secreta. Herman Narula, CEO da Improbable, citado pelo jornal britânico, avança que a expectativa da empresa é que este financiamento "não seja apenas uma coisa boa para a Improbable mas para todo o ecossistema".

"O efeito em cadeia pode ser grande. O objectivo é que a Europa e o Reino Unido produza plataformas líder mundiais, como as seis empresas tecnológicas norte-americanas têm feito. A nossa ambição é fazer isso", acrescenta.

A start-up confirmou, escreve o jornal, que os japoneses do SoftBank vão ter uma participação inferior a 50%. Actualmente, focada nos jogos, a empresa conta já com clientes que querem que a empresa aborde também problemas da vida real.

O montante captado nesta ronda vai ser adjudicado ao desenvolvimento de tecnologia, bem como à abertura de escritório em Londres e São Francisco.

David Rowan, investidor na Improbable e editor-chefe da revista Wired UK, alerta, em declarações ao jornal, que "há o risco real de que o Brexit vá atingir o investimento no ecossistema tecnológico de forma profunda".

Este é o segundo grande investimento da firma nipónica em território britânico.

 


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