Banca & Finanças Solução para "lesados" do BES apresentada às 15:00 na residência do primeiro-ministro

Solução para "lesados" do BES apresentada às 15:00 na residência do primeiro-ministro

É na residência oficial ocupada por António Costa que se vão conhecer, esta segunda-feira, os resultados do diálogo entre o Governo e os reguladores para ressarcir os investidores em títulos de dívida do GES.
Solução para "lesados" do BES apresentada às 15:00 na residência do primeiro-ministro
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 19 de dezembro de 2016 às 11:28

A solução para os "lesados" do Grupo Espírito Santo, à espera de recuperar algum do seu investimento há quase três anos, será conhecida esta segunda-feira. António Costa queria ter uma solução em Maio mas esta só chegou em Dezembro. 

 

Está agendada para as 15:00 desta segunda-feira, 19 de Dezembro, a "apresentação dos resultados do procedimento de diálogo com os investidores não qualificados titulares de papel comercial do grupo Espírito Santo".

 

Numa nota enviada pelo gabinete de imprensa de António Costa é referido que a divulgação da solução terá lugar na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, Lisboa.

 

Até ao momento, os jornais têm dado conta da solução que foi desenhada na sequência do memorando de entendimento assinado entre Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, BES "mau", associação de lesados e ainda o Executivo (representado por Diogo Lacerda Machado). Memorando esse assinado, também, na residência oficial do primeiro-ministro.

 

Aquilo que será apresentado esta segunda-feira – depois do adiamento face a sexta-feira, a primeira data avançada na comunicação social – são os resultados das conversações com estes intervenientes mas a solução contará com o Fundo de Resolução e, este fim-de-semana, ao Expresso, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira, mostrou-se contra essa possibilidade.

 

Em cima da mesa está um mecanismo de reembolso através de um veículo, parcialmente suportado por financiamento do Fundo de Resolução (que contará inicialmente com um empréstimo de bancos), que permitirá aos clientes do ex-BES que adquiriram papel comercial da ESI e Rioforte receberem entre 50% e 75% do seu investimento. Os investidores que recebem metade da sua aplicação são os que colocaram mais de 500 mil euros no produto enquanto os que recuperam 75% da colocação investiram um montante inferior.

 

Os investidores que participam na solução, cerca de 2.000 clientes com uma colocação de 500 milhões de euros, terão de abdicar de participações em processos judiciais.

Em Março, quando foi assinado o memorando, a intenção do Governo era que houvesse uma solução em Maio. Não aconteceu. Só em Dezembro o evento está previsto. 




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mais votado Anónimo 19.12.2016


Ladrões PS - PCP - BE - e seus apoiantes - ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

400 milhões de Euros para aumentar as pensões baixas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado vai injetar, em 2017 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões dos FP-CGA.

comentários mais recentes
H 19.12.2016

Não era o PS e PCP um dos partidos que mais deviam ao BES? Está explicada a pressa e pressão da geringonça de resolver este problema é não deixar a justiça resolver. A máfia esquerdista sempre a pressionar

Hermano 19.12.2016

Uma vergonha nacional o BES realmente era o banco do regime e convém calar a boca a estes coitados que investiram milhares de euros e perderam mas que agora recebem uma grande parte à conta dos contribuintes. Tudo para que não se descubram mais dos Salgados e das falcatruas feitas entre eles e gove

Anónimo 19.12.2016


Ladrões PS - PCP - BE - e seus apoiantes - ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

400 milhões de Euros para aumentar as pensões baixas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado vai injetar, em 2017 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões dos FP-CGA.

Mr.Tuga 19.12.2016

O Antonio Bosta sem VERGONHA vai por todos os CONTRIBUINTES a pagar aos "lesados". Coitados, alguns investiram 500.000 euros! E foram enganados...

O Bosta substitui-se ao tribunais para indemnizar os pobres "lesados"...
Só mesmo nesta POCILGA tugaLândia!

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