Empresas Sonae admite industrializar “padroeira dos ciclistas"

Sonae admite industrializar “padroeira dos ciclistas"

A Berg, marca de artigos de desporto “outdoor” da Sonae, admite vir a industrializar um inovador “triciclo” citadino, que foi desenvolvido por estudantes portugueses e australianos. O projecto chama-se Ghisallo, padroeira dos ciclistas.
Sonae admite industrializar “padroeira dos ciclistas"
O protótipo do triciclo Ghisallo
Rui Neves 26 de Outubro de 2016 às 17:53

Há cerca de um ano, no âmbito do prestigiado curso ME310, da norte-americana Universidade de Stanford, uma das mais elitistas do mundo, a Berg lançou um desafio inovador a estudantes da Porto Design Factory (do Instituto Politécnico do Porto) e da australiana Universidade de Swinburne.

A marca de artigos de desporto "outdoor" da Sonae desafiou então este consórcio universitário "a desenvolver um protótipo funcional de uma bicicleta citadina, com um design distintivo e que proporcionasse maior acessibilidade e conforto, com maior adaptação às deslocações urbanas".

Durante sete meses, os profissionais da Berg acompanharam o projecto e interagiram com os alunos participantes no ME310, contribuindo assim para o surgimento de uma solução inovadora.

"O resultado deste projecto foi a reinvenção da bicicleta como a conhecemos: os alunos idealizaram um ‘triciclo’ citadino que cumpre com as funcionalidades e requisitos inicialmente propostos pela Berg", enfatizou Diana Teixeira Pinto, directora de marketing da Berg Outdoor, em declarações ao Negócios.

Resta saber se este projecto pode ser industrializado. "Temos esse projecto no nosso ‘pipeline’ para 2017, pelo que o próximo ano será o momento para avaliarmos se existem condições para a sua industrialização", adiantou Miguel Tolentino, director-geral da Berg Outdoor.

O projecto desenvolvido no âmbito do ME310, que também teve inicialmente a contribuição de estudantes italianos, foi baptizado com o nome de Ghisallo, santa padroeira dos ciclistas.

Madonna di Guisallo (Senhora de Ghisallo) é uma colina da região italiana da Lombardia (perto do famoso Lago de Como), assim baptizada, na Idade média, após uma suposta aparição mariana ao Conde Ghisallo, que, ao ser atacado por ladrões, se refugiou numa capela aí existente.

A localidade tornou-se um centro de romaria de ciclistas de todo o mundo. Como a região fazia parte da Volta a Lombardia, tendo também integrado a Volta a Itália, um padre local propôs que a santa fosse declarada padroeira dos ciclistas, tendo sido consagrada oficialmente pelo Papa Pio XII em 1949. 




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Paulo Pereirinha Há 1 semana

Muito bom.

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