Indústria Sonae Indústria reduz prejuízos para 21,3 milhões de euros até Setembro

Sonae Indústria reduz prejuízos para 21,3 milhões de euros até Setembro

A empresa, que foi alvo de grandes mudanças devido à parceria com a Arauco, aumentou, por outro lado, os lucros das operações continuadas em 11,4% face a 2015, para 9,5 milhões de euros.
Sonae Indústria reduz prejuízos para 21,3 milhões de euros até Setembro
Alexandra Noronha 10 de Novembro de 2016 às 19:08

A Sonae Indústria registou prejuízos consolidados de 21,3 milhões de euros até Setembro deste ano, segundo um comunicado da empresa à CMVM, uma melhoria de 24% face aos resultados do período homólogo que foram reexpressos, no âmbito das mudanças devido à parceria com a Arauco. No que diz respeito às operações continuadas o resultado foi positivo em 9,5 milhões de euros, um aumento de 11,4% face a igual período de 2015.

"Os encargos financeiros líquidos durante os primeiros nove meses de 2016 foram de 13,3 milhões de euros, um aumento significativo quando comparado com o mesmo período do ano anterior numa base comparável", admitiu a empresa, adiantando que para este agravamento contribuiu "o reembolso antecipado de empréstimos como parte do processo de refinanciamento relacionado com a implementação da parceria Sonae Arauco, de custos iniciais de financiamento previamente diferidos de 1,9 milhões de euros, e, particularmente, por uma redução de 11,6 milhões de euros em juros líquidos a receber de empréstimos de e para entidades que eram anteriormente intra grupo, o que é explicado pelo facto desses empréstimos (sobretudo da Sonae Indústria a entidades da Sonae Arauco), terem sido integralmente reembolsados até maio de 2016", explicou a empresa. Este indicador contribuiu para os prejuízos consolidados. 

Os impostos também subiram para 7,5 milhões de euros, "um aumento de 3,4 milhões de euros quando comparado com o mesmo período em 2015, numa base comparável", segundo a Sonae, tendo em conta a "subida do valor dos impostos no Canadá; e redução do benefício de consolidação fiscal em 2016, resultante da desconsolidação das entidades da Sonae Arauco do perímetro fiscal português durante os primeiros nove meses de 2016", segundo o comunicado. 

"O volume de negócios da Sonae Indústria, apenas incluindo as actividades detidas integralmente pela empresa, atingiu 183 milhões de euros, nos primeiros nove meses de 2016, o que representa uma subida de 4% face aos 176 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado", referiu o mesmo documento.

 

Estes resultados foram potenciados pela performance da unidade da empresa no Canadá. Em Portugal, a área de laminados cresceu 49% em relação a 2015.

 

O EBITDA recorrente da sociedade foi de 32 milhões de euros, "uma subida de 29% em comparação com o período homólogo", referiu o comunicado. A margem melhorou para 17,4%, 3,4 pontos percentuais acima do registado no mesmo período do ano passado.  

 

"Os resultados relativos a empresas associadas, no final de Setembro de 2016, totalizavam 6,3 milhões de euros, o que corresponde a 50% do resultado líquido consolidado da Sonae Arauco desde 1 de Junho de 2016", adiantou o comunicado. A dívida líquida fixou-se nos 217 milhões de euros.

 

Recorde-se que a parceria com a Arauco "levou a um conjunto de efeitos contabilísticos nas demonstrações financeiras da Sonae Indústria. Devido ao facto de um dos principais activos da Sonae Indústria (participação de 50% na Sonae Arauco) ser contabilizado pelo método de equivalência patrimonial desde 1 de Junho de 2016, apresentamos o volume de negócios proporcional, o EBITDA Recorrente proporcional e a margem EBITDA proporcional", esclareceu a Sonae Indústria no mesmo comunicado.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

A empresa está claramente já em numeros positivos e com alguma robustez, no entanto ha aqui alguma coisa que nao bate certo...

A Sonae-Arauco contribuiu com 6.3 milhoes este trimestre... ou seja á proporcao de 25 milhoes ano e a cotacao nao arranca ????

Anónimo Há 4 semanas

Muito confusas as contas apresentadas. Aparentemente melhoraram significativamente mas é ainda muito difícil gostar do desempenho deste grupo.

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