Empresas Sonae: O universo que se confunde com Belmiro de Azevedo

Sonae: O universo que se confunde com Belmiro de Azevedo

Ao longo de 50 anos, Belmiro de Azevedo foi construindo o universo Sonae que hoje está presente em 90 países e tem investimentos em diversas áreas que vão desde o retalho alimentar, imobiliário até às telecomunicações.
Miguel Baltazar - Fotografia ,Paulo Duarte - fotografia,Pedro Elias - Fotografia e Pedro Aperta - Fotografia
Sara Ribeiro 29 de novembro de 2017 às 17:49

A 18 de Agosto de 1959 nascia a Sonae – Sociedade Nacional de Estratificados, companhia industrial que se dedicava à produção de painéis derivados de madeira. Passados seis anos, Belmiro de Azevedo entrou no grupo e começou, então, a construir o caminho para o crescimento e internacionalização do grupo.

A partir de 1971 a Sonae começa a diversificar a sua área de negócios com a aquisição de fábricas de aglomerados, passando pela criação de empresas de construção até à aposta na área de restauração.

Os passos dados no início da década de 1980 foram cruciais para a construção da base do império. Foi constituída a holding Sonae Investimentos, SGPS e, nesse seguimento, o grupo entra em bolsa com uma capitalização de 500 mil contos (cerca de 2,4 milhões de euros).

Desde então, a empresa foi aumentando as suas áreas de actividade, com o ano de 1985 a marcar o início da aposta na distribuição através da abertura do primeiro hipermercado em Portugal, em Matosinhos: o Continente. Esta aposta resultou da joint venture com a francesa Premodès. Hoje, a área de retalho representa mais de metade do volume de negócios do Grupo Sonae.

Hoje, o império criado por Belmiro de Azevedo está em 90 países e inclui várias empresas, entre as quais a Sonae MC que detém as actividades de retalho alimentar, saúde e bem-estar, áreas onde opera através do Continente e da Well’s, por exemplo.

A ramificação dos negócios da Sonae, detidos a 100% pelo grupo, estende-se também à Sonae Sports & Fashion, onde detém insígnias como a Sport Zone, Zippy e Salva, à Worten e à Sonae RP que detém os activos de imobiliário de retalho.

A aposta na tecnologia e nos media, através do Público, está inserida na sub-holding Sonaecom. O portefólio da Sonae neste campo inclui empresas como a WeDo, saphety, , Bizdirect e Bright Pixel.

As telecomunicações também estão no radar do grupo que deu os primeiros passos neste área em 1998 com o lançamento da Optimus, um projecto que contou com a liderança do filho de Belmiro de Azevedo, Paulo Azevedo. Aliás, em 2015, Belmiro de Azevedo decidiu passar os comandos do universo que construiu ao seu filho mais novo.

Um dos momentos mais marcantes da história do grupo decorreu em Fevereiro de 2006, quando lançou uma oferta pública de aquisição à PT através da Sonaecom, um processo que acabaria por falhar mas que se arrastou mais de um ano. Foram várias as vozes contra a OPA, entre as quais a de Zeinal Bava, e as acusações de interferência política. Mas foi em Março de 2007 que a OPA caiu definitivamente, quando os accionistas da operadora, entre os quais a CGD chumbaram a desblindagem dos estatutos da operadora, uma condição essencial para a continuação da oferta.

Em 2013 a Optimus fundiu-se com a Zon, dando origem à Nos, da qual a Sone é accionista através da Zopt, veículo detido em partes iguais pela empresária Isabel dos Santos.




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comentários mais recentes
HIPÓCRITA E DESRESPEITOSO POR QUEM LHE CRIOU A RIQ Há 2 semanas

Uma das frases lapidares q, lamentavelmente, lhe define o pensamento egocentrista e de desprezo por quem lhe criou a riqueza foi, sem dúvida, esta : " SE NÃO FOR A MÃO-DE-OBRA BARATA, NÃO HÁ EMPREGO PARA NINGUÉM ".

Depois, hipocritamente, afirma, com todo um desplante q choca : "NÃO SOU RICO".

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