Banca & Finanças Sonangol pode reforçar no BCP mas não se compromete

Sonangol pode reforçar no BCP mas não se compromete

A Sonangol, segundo maior accionista do BCP, tem autorização do BCE para ir além dos 20% do banco. No entanto, petrolífera angolana não está comprometida a acompanhar operação. Se quiser manter a posição de 14,87% que tem actualmente terá de investir 193 milhões.
Sonangol pode reforçar no BCP mas não se compromete
Reuters
Maria João Gago 09 de Janeiro de 2017 às 19:00

A Sonangol tem autorização do Banco Central Europeu para reforçar a sua posição accionista no BCP para um nível superior a 20%. No entanto, o Negócios sabe que, no âmbito da aprovação do aumento de capital de 1.300 milhões de euros a realizar pelo banco, a petrolífera angolana não se comprometeu a acompanhar esta operação.

 

Actualmente, a empresa liderada por Isabel dos Santos tem 14,87% do BCP. Se quiser manter esta participação, a Sonangol terá de investir, pelo menos, 193,3 milhões de euros no aumento de capital aprovado esta segunda-feira.

 

Já se pretender reforçar a sua participação para, pelo menos, 20%, a petrolífera terá de aumentar o seu investimento para um total de 266,2 milhões de euros, tendo em conta o valor de aquisição das novas acções, sem contar com o custo de aquisição dos direitos de subscrição de novos títulos que terá de adquirir se quiser aumentar a sua exposição do BCP.

O comunicado do BCP que confirma a operação, publicado esta segunda-feira, 9 de Janeiro, no site da CMVM, refere que a Sonangol ainda não tomou qualquer decisão sobre o que vai fazer no aumento de capital. "O banco foi informado de que, no contexto da alteração para 30% do limite à contagem de votos previsto nos estatutos do BCP, a Sonangol solicitou e obteve autorização do Banco Central Europeu para aumentar a sua participação no capital do banco para até aproximadamente 30%, mas não tem informação a respeito de qualquer decisão da Sonangol com referência à oferta [de novas acções], nomeadamente quanto a exercer, alienar e/ou adquirir quaisquer direitos de subscrição", adianta a instituição liderada por Nuno Amado.




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