Banca & Finanças Sonangol vai manter posição accionista no BCP

Sonangol vai manter posição accionista no BCP

A Sonangol acompanhou o aumento de capital do BCP. A petrolífera angolana, liderada por Isabel dos Santos, quer continuar a ser um parceiro de referência do banco.
Sonangol vai manter posição accionista no BCP
Ampe Rogério/Novo Jornal
Celso Filipe 03 de fevereiro de 2017 às 12:06

A Sonangol acompanhou o aumento de capital do BCP. A intenção da petrolífera angolana, segundo o Negócios sabe, passa por manter o suporte à instituição e continuar a ser um dos parceiros de referência do banco.

 

A Sonangol, presidida por Isabel dos Santos, controla 14,87% do capital do BCP e teve de investir 198 milhões de euros para preservar esta posição na estrutura accionista do banco liderado por Nuno Amado.

 

A participação da Sonangol nesta operação de aumento do capital, agora confirmada, foi avançada pelo Negócios a 27 de Janeiro. Além da Sonangol, a InterOceânico, outro dos accionistas angolanos do banco, também terá participado neste aumento de capital para manter a sua posição de 1,7%, o que se traduz num investimento de 23 milhões de euros.

 

Esta sexta-feira, 3 de Fevereiro, vão ser anunciados os resultados de aumento de capital de capital do BCP em 1,33 mil milhões de euros, em que as acções foram subscritas a um preço unitário de 9,4 cêntimos. A procura de acções superou a oferta o que significa que não foi necessária qualquer tomada firme da operação por parte dos bancos.

 

Este aumento de capital traduz-se no reforço de posição do novo accionista de referência na estrutura accionista do BCP, a Fosun. O grupo chinês que é dono em Portugal da seguradora Fidelidade e da Luz Saúde e já controla 18% do BCP, pretende ter até 30% do maior banco privado português.

 

Recorde-se que a Sonangol, no final de 2016, solicitou ao BCE autorização para reforçar a sua posição no banco para um nível superior aos 20%, tendo-lhe a mesma sido concedida no início deste ano. A petrolífera angolana é accionista de reerência do BCP desde 2007, onde começou por ter uma posição qualificada de 2%.


O Fundo de Pensões da EDP também decidiu acompanhar o aumento de capital do BCP, mantendo a participação de 2,56%, o que se traduz num investimento de 28 milhões de euros.



A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
investidor1 04.02.2017

https://goo.gl/forms/3J12TVuOqjtlvqIP2

Obrigado!

suiriri 03.02.2017

Um Portugal mais justo. Quando e que os reformados do BCP com uma reforma mínima mensal de 748 euros são aumentados? Há décadas que não vêm aumentos. Com o aumento para 9 euros das consultas no SAMS e as comparticipações nas despesas de saúde que há mais de uma década que não são actualizadas muitos bancários vivem situações de pobreza enquanto os ex administradores do BCP tem reformas brutais. Um exemplo flagrante disso é a reforma mensal de Jardim Gonçalves conforme (noticia de Maio de 2012 in JN) de 174 mil euros, deixar de pagar despesas com 4 seguranças, 2 automóveis em regime de exclusividade e custos de transporte em avião privado

Sérgio 03.02.2017

Assim está melhor... Fidelidade!!! Quanto ao BCP será boa aposta para os acionistas que decidiram manter-se dentro!

Anónimo 03.02.2017

Acredito que o banco com os patrões atentos vai melhorar a sua situação. Nuno Amado deve, no meu entendimento, quando alguém quiser perturbar o bom funcionamento do Banco, vir a terreiro dizer alguma coisa aos acionistas, bem merecem

ver mais comentários
pub