Empresas Stay Hotels compra Grande Hotel de Paris, o mais antigo do Porto

Stay Hotels compra Grande Hotel de Paris, o mais antigo do Porto

O Grande Hotel de Paris, situado na Rua da Fábrica, em pleno coração do Porto, foi comprado à família Ferreira pelo grupo Stay Hotels, detido por fundos geridos pela “private equity” Inter-Risco. Inaugurado em 1877, trata-se do mais antigo hotel da Invicta.
Stay Hotels compra Grande Hotel de Paris, o mais antigo do Porto
Inaugurado em 1877, o Grande Hotel de Paris é considerado o mais antigo hotel do Porto.
Rui Neves 31 de maio de 2017 às 16:24

Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Guerra Junqueiro e Rafael Bordalo Pinheiro, personalidades maiores da cultura portuguesa do século XIX, foram hóspedes habituais do Grande Hotel de Paris, inaugurado em 1877 e que é considerado o hotel mais antigo do Porto.

 

Depois de ter sido restaurado pela família Ferreira, que comprou o hotel nos anos 90, o Grande Hotel de Paris, situado na Rua da Fábrica, em pleno coração da cidade do Porto, vai sofrer obras de ampliação, estando previsto um aumento de cerca de 20 quartos.

 

A expansão será realizada nos imóveis adjacentes ao actual hotel, que foram incluídos na operação de compra e venda do Grande Hotel de Paris pelo grupo Stay Hotels, que é integralmente detido por fundos de "private equity" geridos pela Inter-Risco, anunciou, hoje, 31 de Maio, a entidade adquirente, em comunicado. Não foi revelado o valor do negócio.

 

A nova gestão do agora denominado Grande Hotel de Paris by Stay Hotels assume "o compromisso de preservar a personalidade do espaço, conjugando-a harmoniosamente com os valores da marca, que se inspiram na modernidade, simplicidade, proximidade e bem-estar dos clientes".

 

Com o Grande Hotel de Paris, a Stay Hotels passa a explorar um total de oito unidades hoteleiras - em Torres Vedras, Faro, Guimarães, Coimbra, Évora, Lisboa e duas unidades no Porto.

"Com esta aquisição, a a Stay Hotels reforça a sua presença numa localização estratégica e amplia de forma significativa a sua capacidade instalada", sublinha Nicolau Pinheiro da Veiga, administrador executivo do grupo.

 

Já Jorge Bastos, administrador executivo da Stay Hotels, considera que "a escalabilidade do actual imóvel que serve o hotel permitirá à Stay hotels ter no curto prazo uma oferta relevante em termos de quantidade e qualidade no centro histórico da cidade do Porto, um dos dois vectores preferenciais de crescimento inorgânico do Grupo no médio prazo".

 

"Com mais esta aquisição, o grupo atinge uma capacidade de aproximadamente 500 unidades de alojamento, tendo a quase totalidade do investimento sido efectuado com recurso a fundos próprios injectados pelo nosso accionista", enfatiza, por seu lado, Paula Gandra, CFO da Stay Hotels, adiantando que "o grupo tem projectado um investimento de aproximadamente sete milhões de euros a ser realizado nos próximos 18 meses nas unidades adquiridas".

 

Precisamente para reforçar a sua presença no mercado português, "a Stay Hotels  tem neste momento em curso um processo de aumento de capital visando a duplicação da sua capacidade instalada, através de aquisições e/ou abertura de novas unidades hoteleiras".

 

Com mais de 130 milhões de euros de fundos sob gestão, a "private equity" Inter-Risco está focalizada "em investimentos de consolidação sectorial e expansão no espectro das PME portuguesas", detendo actualmente uma carteira de investimentos numa dezena de sectores, "representando aproximadamente 160 milhões de euros em volume de negócios anual e cerca de dois mil colaboradores, com um histórico de mais de 100 aquisições".

 

A Inter-Risco adianta, ainda, que iniciará o processo de promoção e "fund-raising" do seu novo fundo no segundo semestre deste ano "com um objectivo de capital angariado de 100 milhões de euros".


(Notícia actualizada às 16:44)




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comentários mais recentes
Anónimo 02.06.2017

Que saudades de Passos Coelho de PSD, de CDS, era ver o desemprego sempre a subir, subir, subir, os cortes nos direitos sociais sempre a subir, Subir, SUBIR, que saudades daquele tempo que se via o Telejornal a Tremer, tremer, TREMER.
Este ano voltamos a ter subsídios de Férias e de Natal, certa ?

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