Indústria Sumol+Compal supera vendas de 80 milhões em Angola

Sumol+Compal supera vendas de 80 milhões em Angola

Grupo português de refrigerantes, sumos e néctares tem duas unidades produtivas em Angola e Moçambique. Em Luanda, está já a equacionar a expansão da fábrica.
Sumol+Compal supera vendas de 80 milhões em Angola
Lusa 01 de fevereiro de 2017 às 21:24

O grupo cotado Sumol+Compal investiu em 2015 cerca de 51 milhões de dólares (47 milhões de euros) numa fábrica para produção em Angola dos sumos e refrigerantes da marca. Em 2016, primeiro ano completo consolidado pela fabricante portuguesa, realizou vendas locais de 90 milhões de dólares (83,6 milhões de euros ao câmbio actual).

A informação foi transmitida esta quarta-feira, 1 de Fevereiro, em declarações à agência Lusa, pelo administrador delegado da Sumol+Compal em Angola, António Casanova, que adiantou que mais de 95% das vendas realizadas pelo grupo naquele território são de produção local, para abastecimento exclusivo do mercado angolano.

Segundo a Lusa, António Casanova referiu ainda que aquela unidade fabril está concluída e a operar, com três linhas de produção, duas delas alocadas à produção de sumos. Adiantou que para este ano está prevista a ampliação da capacidade de produção actual, de cerca de 800 mil litros diários, com a instalação de mais duas linhas de enchimento.

No arranque da fábrica, localizada na zona do Bom Jesus (Luanda), nas proximidades do rio Kwanza, o grupo tinha inicialmente previsto a criação de cerca de 180 postos e trabalho, mas actualmente emprega já à volta de 300 trabalhadores, de acordo com a agência noticiosa.

Apesar das restrições decorrentes do acesso a divisas em Angola, para a importação de matérias-primas, o que tem causado "grandes dificuldades nos pagamentos ao exterior", o gestor admitiu que os resultados obtidos foram "razoáveis".

"Temos noção que há uma crise que causa aqui vários constrangimentos, até mesmo ao nível da procura, devido ao poder de compra reduzido das pessoas. Ainda assim acreditamos que temos aqui oportunidades grandes, diria que no médio prazo o futuro é promissor", frisou.

Segundo António Casanova, um conjunto de matérias-primas diversificado é importado, salientando que em 2016 cerca de 70% dos materiais para a produção vieram do exterior e cerca de 30% foi adquirido localmente.

Para o responsável, a instalação destas indústrias, no caso concreto da Sumol+Compal e do sector das bebidas, "cria uma oportunidade do surgimento de uma fileira da fruta a montante, que possa abastecer as fábricas e reduzir aquilo que é o nível das importações e até da dependência em relação ao exterior de um conjunto de bens que hoje têm que ser importados".




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