Aviação TAP investigada em Espanha por aterragem com combustível abaixo do mínimo

TAP investigada em Espanha por aterragem com combustível abaixo do mínimo

A TAP está a ser investigada em Espanha por ter pedido prioridade na aterragem em Santiago de Compostela por emergência de combustível, num voo Funchal-Porto, mas a companhia garante que nunca esteve em causa a segurança da operação.
TAP investigada em Espanha por aterragem com combustível abaixo do mínimo
Lusa 02 de dezembro de 2016 às 13:33

De acordo com a Comisión de Investigación de Accidentes e Incidentes de Aviación Civil (Comissão de Investigação de Acidentes e Incidentes de Aviação Civil), "uma vez em contacto com aproximação a Santiago [de Compostela] a tripulação declarou 'mayday' por emergência de combustível, uma vez que a estimativa de gestão de combustível indicava que iam aterrar com uma quantidade abaixo dos 989 quilogramas estabelecidos no plano de voo operacional como reserva final".

 

Fonte oficial da TAP garantiu à Lusa que, naquele voo em 10 de Outubro, "foram cumpridos todos os protocolos" e que "em momento nenhum esteve em causa a segurança da operação".

 

"A actuação dos pilotos da TAP foi exemplar e em momento nenhum esteve em causa a segurança da operação", esclareceu a companhia liderada por Fernando Pinto, realçando que "o voo trazia mais combustível do que aquele minimamente requerido de acordo com a regulamentação internacional em vigor".

 

Fonte oficial da TAP explica que "a declaração de emergência de combustível foi declarada por imposição legal", já que "é obrigatório sempre que qualquer voo preveja aterrar com combustível abaixo de 30 minutos de voo" e que a aeronave aterrou com combustível para voar mais 29 minutos. 

 

A aeronave Airbus A-319, com matrícula CS-TTD, aterrou "sem contratempo" na pista 35 do aeroporto de Santiago, "com 962 quilogramas de combustível", adianta o organismo espanhol que está a investigar a ocorrência.

 

Contactada pela Lusa, fonte oficial do organismo espanhol disse que a investigação se iniciou no dia da ocorrência, em 10 de Outubro, recusando dar mais informação até à publicação do relatório final.

 

Segundo o relatório preliminar deste organismo, "a tripulação considerou o aeroporto de Vigo como a primeira alternativa [ao aeroporto do Porto] e ajustou a gestão de combustível em função deste planeamento, vigiando a situação meteorológica deste aeroporto", depois de frustrada a tentativa de aterragem no Porto devido às más condições de visibilidade.

 

A tripulação do voo da TAP foi então informada de que o aeroporto de Vigo estava completo, sem capacidade de estacionamento, pelo que deveriam seguir para Santiago de Compostela.

 

A TAP esclarece que a aeronave saiu do aeroporto do Funchal com mais 1.135 quilogramas, suficientes para mais de 30 minutos de espera para além dos 30 minutos regulamentares a baixa altitude, em que o consumo é mais penalizante. "Além deste, tinha ainda o combustível previsto para voar para o aeroporto alternativo, um adicional para situações de contingência e combustível para se deslocar no solo entre o estacionamento e as pistas", acrescenta.

 

A aterragem do voo, que transportava 75 passageiros e seis tripulantes, ocorreu "sem contratempo", de acordo com o organismo. 




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rebel 03.12.2016

ComentarPrimeiro, nos cálculos de carburante entra o peso das malas ,o peso dos passageiros 75kg por adulto em média e 35kg por criança a partir de 2 anos, mais 11kg de bagagem mão ,no que respeita os voos continentais , a tripulação ou seja piloto e co-piloto contam por 85kg devido ao attaché-case e as hospedeiras h ou mulher contam por 75kg.Calculas depois o necessário de carburante conforme a meteorologia,vento de frente etc. E de pois o próprio peso de carburante que não se leva cheio porque o excesso faz gastar mais et é perigoso para aterrar ,a massa ao descolar é sempre superior au aterrar , pois o avião em caso de problema a descolagem tem de deitar fora fora o kérosène pois não aguentaria esse peso ao aterrar se fosse cheio e até seria muito perigoso pois haveria risco de de explosão ou de incêndio ,isto sem entrar em dados técnicos .Ora bem depois disto o avião vai para a pista e as vezes fica à espera de descolar pois há muito movimento a chegar e tem a prioridade ou haverá muito movimento a descolar e tem que esperar a sua vez ......e tudo isto consume fuel duas toneladas para ir a pista descolar outras paras a chegada para chegar ao ponto de desembarque calculado isto tudotem deter regulamentar mais trinta minutos pois a volta aposta à espera são mais au menos 9 minutos ....

Resposta de Rebeloa rebel 03.12.2016

O que queria dizer é que uma volta de pista à espera de aterrar são mais ou menos nove minutos, se elle leva obrigatoriamente 30 minutos a mais dá que chegue senão desvia para outro . Pois já está previsto no briefing .O nevoeiro não tem nada a ver pois pode-se aterrar sem visibilidade alguma e até é mais confortável por tempo de nevoeiro pois não há vento .

Vasco Ribeiro 02.12.2016

De repente, descobrem que os aviões, por vezes, aterram com um pouco de combustível a menos. Já se esqueceram dos fogos do verão...

Anselmo Gomes 02.12.2016

Pois, as privatizações é que são boas, sempre a pensarem na segurança e bem estar da população.??

Rodolfo Nascimento 02.12.2016

Por acaso a TAP até é considerada a melhor companhia de aviação da Europa. Os espanhóis que tomem Kompensam .

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