Aviação TAP deverá beneficiar de 220 milhões com a queda do petróleo este ano

TAP deverá beneficiar de 220 milhões com a queda do petróleo este ano

Fernando Pinto revelou aos trabalhadores da TAP que a companhia aérea vai beneficiar da queda dos preços do petróleo em 220 milhões de euros, ainda que este valor não se reflicta na totalidade nos resultados.
TAP deverá beneficiar de 220 milhões com a queda do petróleo este ano
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes 04 de Outubro de 2016 às 11:10

"Os resultados de 2016 devem beneficiar de 220 milhões por causa [da descida] do preço do combustível", depois dos preços do petróleo terem registado quedas acentuadas face ao ano passado. "Gostaríamos que isso representasse uma melhoria de 220 milhões nos resultados, mas não se vai traduzir, infelizmente", afirmou o presidente da TAP, Fernando Pinto durante uma reunião com trabalhadores da companhia aérea.

 

O resultado deste ano "será melhor do que no ano passado mas nem de perto será esse diferencial." Ou seja, os resultados da companhia aérea vão melhorar face ao ano passado, mas não em 220 milhões, disse o responsável esta terça-feira, 4 de Outubro.

Já esta segunda-feira David Neeleman - o dono da Azul e parceiro do consórcio privado Atlantic Gateway que comprou parte do capital da TAP - tinha antecipado que a queda dos preços do petróleo e a preferência dos turistas estrangeiros por Portugal teriam ajudado a empresa, apesar das dificuldades vividas no Brasil e em Angola. 

 

No primeiro semestre do ano a TAP fechou com um prejuízo de 28,2 milhões de euros, o que representou uma melhoria de 74,2% face ao ano passado. Com base nestes números, a TAP criou a expectativa de fechar 2016 com resultados positivos, ainda que no documento interno consultado pelo Negócios em Agosto não adiantasse o valor potencial.

Fernando Pinto revelou que "infelizmente" o ganho com o petróleo não será reflectida na íntegra nos resultados, devido à conjuntura da empresa, realçando que "há empresas que estão a ter este ganho integral", uma vez que são mais eficientes.

 

O CEO da TAP adiantou ainda que a dívida da companhia se encontra nos 887 milhões de euros, um valor que representa uma melhoria face ao ano passado, mas que ainda é elevado e "limita a capacidade de investimento em novos aviões".




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
beachboy Há 4 semanas

...a muita gente que não vê para além do seu umbigo...
...não percebem que uma companhia opera no mercado em concorrência...
...em que as outras empresas concorrentes tentam todos os dias fazer mais e melhor com menos dinheiro...
...que vive preocupado com a defesa dos seus interesses e previlégios abusivos tem poucas hipóteses de resistir aos efeitos duros e abrazivos que a empresa coloca nas organizações!...
...se o pessoal da TAP não mudar de mentalidade o que os espera é o definhamento da empresa até à sua extinção!...
...é pegar ou largar!...
...tão simples quanto isto!...

pub