Transportes Taxify arranca em Lisboa com preços pela metade para concorrer com Uber e Cabify

Taxify arranca em Lisboa com preços pela metade para concorrer com Uber e Cabify

A partir desta quinta-feira, 11 de Janeiro, há uma nova concorrente para a Uber e Cabify. A Taxify cobrará 15% do valor das viagens feitas na aplicação, menos do que as rivais. Há mais de mil condutores em lista de espera.
Taxify arranca em Lisboa com preços pela metade para concorrer com Uber e Cabify
Miguel Baltazar
Wilson Ledo 11 de janeiro de 2018 às 00:01

Quando a Taxify começar a funcionar na manhã desta quinta-feira, 11 de Janeiro, existirão cerca de 600 motoristas ao serviço nas ruas de Lisboa. O procedimento é o mesmo que nas rivais Uber e Cabify: basta pegar num telemóvel e chamar o carro.

"Em geral, [os motoristas] trabalham para outras plataformas e nós não exigimos exclusividade", explica ao Negócios o responsável da Taxify para Portugal, David Ferreira da Silva. Há mais de mil em lista de espera para fazer parte.

O arranque é apenas em Lisboa mas não se esconde a vontade de levar a aplicação a outras cidades. "Portugal é um dos países mais avançados em termos de regulamentação. Tudo indica que vai ser estável, fácil de operar. Portugal é um mercado em crescimento, com potencial", justifica.

Numa altura em que a lei para integrar a actividade das plataformas ainda está no Parlamento, o responsável não vê nela um obstáculo. Pelo contrário: há várias propostas que já estão a ser integradas, como o registo criminal dos motoristas ou uma idade máxima de sete anos para os carros. "Em relação à lei, há um conforto. As operações que estamos a montar estão em linha com esta lei. Estamos a preparar as operações para ter uma transição suave", explica.

Em cada viagem, os motoristas parceiros têm de dar 15% do valor cobrado à Taxify, um peso que está abaixo das principais rivais. "Acreditamos que, dando melhores condições aos motoristas, vão estar mais felizes e fazer um trabalho melhor, oferecendo um melhor serviço ao cliente", posiciona David Ferreira da Silva. Aos 15% junta-se a possibilidade de horários flexíveis ou de o motorista fixar um raio de distância para aceitar viagens. Num anúncio que circula nas redes sociais, a aplicação diz ser possível arrecadar até 400 euros por semana. É também à semana que o pagamento é feito aos motoristas, confirma o responsável.

Já para os clientes, o mês de Janeiro será de promoções, só pagando metade do valor. A intenção da Taxify é ir, gradualmente, reduzindo o peso destes descontos, à medida que a rede de clientes se vai consolidando. Os motoristas continuarão a receber como se a viagem fosse paga na totalidade, com a "app" a cobrir estes custos de lançamento.

Entrar a bordo de um Taxify vai ter um custo inicial de um euro, a que se juntam 60 cêntimos por quilómetro e 10 cêntimos por minuto. O responsável para Portugal admite que possa ser necessário, no futuro, fazer ajustes a esta fórmula.

Aos 29 anos, David Ferreira da Silva lidera uma equipa nacional constituída por quatro elementos, que tem vontade de aumentar. É formado em Engenharia Industrial pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e o seu percurso fez-se também além-fronteiras. O ramo dos transportes não é uma estreia.

"Sou um apaixonado por start-ups e tecnologia. Passei por um processo muito similiar [a este da Taxify em Portugal], de criar uma empresa de raiz, numa empresa de entrega de comida. Tínhamos uma frota de 50 motoristas. O negócio é parecido", recorda perante a experiência na Eatfirst, em Londres, enquanto integrava a incubadora Rocket Internet. Em Lisboa, por agora, a Taxify só vai transportar passageiros.

Da Estónia para as ruas de Lisboa

A Taxify arrancou na Estónia em 2013, pelas mãos de Markus Villig. O então estudante queria que fosse possível chamar um táxi ou um motorista privado de uma forma mais fácil. A solução começou por conquistar os países bálticos e afirmou-se, depois, noutras geografias. A aplicação conseguiu chamar a atenção dos rivais chineses da Uber, a Didi Chuxing, que nela investiram. Portugal será o 23.º país a acolher a Taxify, só com motoristas privados. Porque, como o próprio nome indica, há países onde os taxistas também estão ao serviço da "app".




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 dia

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Miguel Há 6 dias

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Marco Há 1 semana

@Rita mas quem é que quer entrar no taxi velho e mal cheiroso???

Rita Semedo Há 1 semana

Taxify? Mas isto é para confundir os clientes com o serviço de táxi? Ainda pensam que estão a entrar num táxi mas é outro uber disfarçado.

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