Empresas Tecnologias, reciclagem e enchidos portugueses invadem o México

Tecnologias, reciclagem e enchidos portugueses invadem o México

Nos próximos 12 meses, a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana vai levar 32 empresas portuguesas ao México em busca de novos negócios neste país. As primeiras oito, incluindo uma distribuidora de vinhos, azeites, queijos e enchidos, vão andar por lá na próxima semana.
Tecnologias, reciclagem e enchidos portugueses invadem o México
Rui Neves 20 de novembro de 2017 às 13:21

A Bizdocs, cuja plataforma de gestão documental já está ao serviço do Banco da Colômbia, a Ricardo & Barbosa (máquinas industriais de alta precisão) e a IT Peers ("softwares" de gestão e de protecção de dados), ambas com negócios no mercado mexicano, são três das oito empresas que partem para o México no próximo domingo, 26 de Novembro, no âmbito de mais uma missão empresarial concebida e liderada pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana (CCILM).

 

A par das tecnologias de informação e do sector automóvel, as máquinas industriais, a reciclagem e o agro-alimentar "são as novas estrelas" da próxima missão empresarial promovida pela CCIM.

 

Além da Bizdocs, Ricardo & Barbosa e da IT Peers, marcarão presença a Recicla 2000 (reciclagem de metais), a Hidráulica CLS (sistemas industriais), a Moldetipo (moldes para o sector automóvel), a Trim NW (tecidos para o sector automóvel) e a Venia Foods (distribuidor de vinhos, azeites, queijos e enchidos).

 

"Estamos neste momento a trabalhar com 32 empresas de 13 sectores industriais diferentes que pretendem iniciar ou continuar ligações ao mercado mexicano", afirma Miguel Gomes da Costa, presidente da CCILM.

 

"Continuamos a ter uma presença significativa de empresas das tecnologias de informação e do sector automóvel, até porque algumas já têm negócios e fornecimentos em curso no México. Mas, felizmente, estamos a alargar muito o leque dos sectores em que as empresas portuguesas estão a estabelecer negócios", sublinha o mesmo responsável.

 

As oito empresas que irão agora ao México vão ter programas muito diferentes. Umas passarão a maior parte do seu tempo na Cidade do México; outras irão para nordeste, para o eixo Monterrey - Saltillo; e outras para o centro do país, na zona de Querétaro - Aguascalientes. "São programas distintos, muito dirigidos aos interesses específicos de cada participante", nota Miguel Gomes da Costa.

 

O grupo das 32 irão também receber, em Março do próximo ano, a visita de empresas mexicanas em Portugal. "Serão empresas que, maioritariamente, virão à procura de fornecedores em Portugal", afirma o presidente da CCILM, adiantando que "algumas delas já manifestaram o seu desejo de encontrar parceiros em Portugal para realizarem investimentos directos no nosso país".

 

Segundo Miguel Gomes da Costa, tanto as políticas proteccionistas de Donald Trump estão a afastar o México do comércio com os Estados Unidos, como as negociações entre o México e a União Europeia para a actualização do acordo comercial existente "irão criar, para os anos seguintes, condições ainda mais atractivas para negócios do que as actuais".

 

"Os governantes e empresários mexicanos não se cansam de declarar o seu empenho em fazer mais negócios com a Europa e, muito em particular, com Portugal", garante Miguel Gomes da Costa, que afiança que "as experiências de sucesso das empresas portuguesas que integraram as nossas missões confirmam isso mesmo". 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub