Bolsa Teixeira Duarte dispara mais de 30% em seis dias

Teixeira Duarte dispara mais de 30% em seis dias

As acções da Teixeira Duarte estão a acumular ganhos expressivos na bolsa de Lisboa. A contribuir para a subida estará a recuperação do sector, que está muito exposto aos ciclos económicos.
Teixeira Duarte dispara mais de 30% em seis dias
Sara Antunes 09 de janeiro de 2018 às 14:43

Os títulos da Teixeira Duarte estão a subir esta terça-feira 5,36% para 0,295 euros, tendo já tocado nos 0,30 euros esta sessão.

 

As acções estão a subir 30,9% desde o início do ano, um ganho expressivo, uma vez que é conseguido com apenas seis dias de negociação e com volumes elevados. À excepção da sessão desta segunda-feira, 8 de Janeiro, em todos os dias trocaram de mãos mais de um milhão de títulos. O que compara com uma média diária de pouco mais de 306 mil títulos registada nos últimos seis meses.

 

Esta subida das acções estará relacionada, por um lado, "com a recuperação" do título, que entre 2014 e 2016 perdeu mais de 79% do seu valor.

 

Por outro lado, a Teixeira Duarte estará também a "acompanhar o sector", explica João Queiroz, director de negociação do Banco Carregosa, que sublinha que o "impacto macroeconómico" é também determinante para cotadas do sector da construção, como é o caso da empresa liderada por Pedro Teixeira Duarte (na foto).

 

Um exemplo de recuperação do sector é a Mota-Engil, que tem vindo a valorizar e a renovar máximos de Novembro de 2014, tendo mais do que duplicado de valor em 2017 e mantendo a tendência de ganhos neste arranque do ano, com uma subida já próxima de 10%.

 

Outro factor que também poderá estar a contribuir para a subida das acções da Teixeira Duarte é a valorização do BCP. Ainda que o impacto da evolução deste banco já tenha sido mais determinante para a construtora – quando a participação no capital do BCP era das maiores entre a estrutura accionista – continua a influenciar. Até porque no final de cada trimestre o valor da participação é reflectido nas contas da Teixeira Duarte.

 

E as acções do BCP, detido em cerca de 0,5% pela Teixeira Duarte, estão a acumular valor consecutivamente, atingindo níveis de Junho de 2016.




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