Empresas Terminal de contentores de Leixões é 100% turco

Terminal de contentores de Leixões é 100% turco

O grupo turco Yildirim, líder da actividade portuária portuguesa, já é dono de 100% do capital do Terminal de Contentores de Leixões (TCL), após a compra dos 27% detidos pela ETE e dos 10% que estavam nas mãos de um conjunto de accionistas liderado pelo ex-líder da empresa.
Terminal de contentores de Leixões é 100% turco
O grupo turco Yildirim comprou os 37% que lhe faltava para ficar dono de 100% do capital da TCL, concessionária do terminal de contentores de Leixões.
Rui Neves 08 de junho de 2017 às 12:41

Na liderança da actividade portuária portuguesa desde há um ano e meio, controlando vários terminais nos portos de Lisboa, Leixões, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz, o grupo turco Yildirim tornou-se agora o único dono do Terminal de Contentores de Leixões (TCL) após ter adquirido os 37% que estavam nas mãos de outros accionistas.

Conforme o Negócios noticiou na edição de 17 de Abril passado, a Yildirim começou por adquirir a posição de 10% que era controlada por um grupo liderado por Lopo Feijó, que foi presidente da TCL desde que a empresa ganhou esta concessão em Leixões, no ano 2000, e que cessou funções no final daquele mês.

Com a compra destes 10%, que estavam parqueados na Socarpor SGPS, detentora de terminais no porto de Aveiro, a Yldirim passou a deter, directa e indirectamente, 68% do TCL.

O restante capital ficou então dividido entre o grupo ETE (Empresa de Tráfego e Estiva), com uma participação de cerca de 27%, enquanto os remanescentes 5% correspondem a acções próprias da TCL, as quais foram, há já alguns anos, adquiridas pela empresa ao empresário Artur José Borges.

Mas eis que, pouco tempo depois de comprar os 10% ao grupo liderado por Lopo Feijó, a Yildirim também conseguiu firmar a compra dos 27% do grupo ETE, passando assim a controlar na totalidade o capital do TCL. Não são conhecidos o valores de ambos os negócios.

Entretanto, há cerca de três meses, o concessionário da TCL, que fechou o exercício de 2015 com uma facturação de 54,9 milhões de euros e lucros de 7,2 milhões, chegou finalmente a acordo com o Governo para a expansão desta infra-estrutura.

O  grupo  Yildirim assume todo o investimento, estimado em 43,4 milhões de euros, em troca de mais cinco anos de concessão, a qual, iniciada em 2000, passa assim de 25 para 30 anos.

Foi no final de 2015 que o grupo turco se tornou líder da actividade portuária portuguesa, após ter comprado as concessões portuárias do grupo Tertir à Mota-Engil (63,125%) e ao Novo Banco (36,875%) por cerca de 300 milhões de euros.

A Yildirim controla em Portugal quatro terminais de contentores, dois de carga geral e um terminal de granéis alimentares, num total de quatro quilómetros de cais concessionados no nosso país, nos portos de Lisboa, Leixões, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz.


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mais votado Anónimo Há 2 semanas

O porto de Roterdão na Holanda está a iniciar um processo de modernização com base digital ligada a muita automação. Eles dizem que deixaram de ser uma empresa de logística, estiva e transportes para se tornarem numa empresa digital das tecnologias de informação. Os tradicionais estivadores já não são lá precisos para nada quando antes eram o principal factor produtivo e constituíam a mais numerosa população de colaboradores. O processo de substituição de factor trabalho por factor capital é uma realidade incontornável. Não fará baixar os salários porque os salários serão destinados única e exclusivamente a quem oferece factor trabalho muito especializado e qualificado com grande procura e portanto com preços mais elevados. Com IA e robótica mais avançada muito deste trabalho especializado também será substituído por mais capital que poupa em factor trabalho.

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LN Há 2 semanas

Excelente, se fosse de portugueses iam roubar.

Anónimo Há 2 semanas

O porto de Roterdão na Holanda está a iniciar um processo de modernização com base digital ligada a muita automação. Eles dizem que deixaram de ser uma empresa de logística, estiva e transportes para se tornarem numa empresa digital das tecnologias de informação. Os tradicionais estivadores já não são lá precisos para nada quando antes eram o principal factor produtivo e constituíam a mais numerosa população de colaboradores. O processo de substituição de factor trabalho por factor capital é uma realidade incontornável. Não fará baixar os salários porque os salários serão destinados única e exclusivamente a quem oferece factor trabalho muito especializado e qualificado com grande procura e portanto com preços mais elevados. Com IA e robótica mais avançada muito deste trabalho especializado também será substituído por mais capital que poupa em factor trabalho.

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