Automóvel Tesla quer aumentar capital em 1,15 mil milhões de dólares

Tesla quer aumentar capital em 1,15 mil milhões de dólares

A fabricante norte-americana de veículos eléctricos, comandada por Elon Musk, anunciou esta noite que pretende captar 1,15 mil milhões de dólares num aumento de capital.
Tesla quer aumentar capital em 1,15 mil milhões de dólares
Bloomberg
Carla Pedro 15 de março de 2017 às 22:57

A Tesla anunciou esta quarta-feira, 15 de Março, que vai avançar para um aumento de capital para angariar 1,15 mil milhões de dólares (1,08 mil milhões de euros).

 

A captação desses recursos será feita mediante a colocação à venda de acções no valor de 250 milhões de dólares, mais 750 milhões de dólares de dívida sénior convertível, com maturidade em 2022.

 

Além disso, sublinha a Tesla no seu comunicado ao regulador do mercado (SEC), a empresa dá aos subscritores do aumento de capital a opção – válida por 30 dias – de comprarem mais 15% em cada uma das ofertas. Ou seja, a receita agregada, já com o exercício dessas opções, deverá ascender a cerca de 1,15 mil milhões de dólares.

 

O CEO, Elon Musk, irá participar neste aumento de capital com a compra de 25 milhões de dólares em acções, acrescenta o comunicado.

Com o dinheiro do aumento de capital, a Tesla visa "reforçar o seu balanço e reduzir ainda mais os riscos associados à rápida escala que a sua actividade está a conquistar, devido ao lançamento do Model 3" e visa também atender a metas corporativas.

 

A empresa espera vender 50.000 carros eléctricos no primeiro semestre deste ano e arrancar também com a produção do Model 3 em Julho próximo.

 

A meta da Tesla é fabricar 500.000 carros por ano a partir de 2018. E para a alcançar conta grandemente com o Model 3.

 

A fabricante norte-americana registou prejuízos no último trimestre de 2016, mas estes ficaram abaixo do estimado pelos analistas. Ass receitas, em contrapartida, superaram as previsões. 

Estes foram os primeiros resultados da Tesla desde que, no passado dia 17 de Novembro, os seus accionistas aprovaram a fusão com a instaladora de painéis solares residenciais SolarCity, num negócio avaliado em dois mil milhões de dólares.

 

Em Junho de 2016, Elon Musk, que é também CEO da SpaceX, anunciou que a Tesla ambicionava fundir-se com a instaladora de painéis solares residenciais SolarCity – igualmente norte-americana e da qual é accionista maioritário, além de ser gerida por primos seus e de o ter na presidência do conselho de administração. A proposta foi então aceite em Novembro e as empresas vão 'dar o nó' muito em breve. 

Entretanto, no passado dia 1 de Dezembro, o Executivo de António Costa fez saber que tinha criado um grupo de trabalho para estudar as potencialidades do lítio em Portugal. Tudo a pensar nas baterias para os carros eléctricos, que é uma das bandeiras com que Portugal acena à Tesla para que Elon Musk se decida a instalar por cá a fábrica europeia da sua empresa de carros eléctricos. 


(notícia actualizada às 00:43)




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Anónimo Há 1 semana

De qualquer forma milhões de trabalhadores serão dispensados com estas tecnologias. Porém, se o desenvolvimento tecnológico (DT) exige trabalhadores mais qualificados também dá origem à desqualificação do trabalho de muitos outros: "Dizem-nos que os trabalhadores a quem a maquinaria torna desnecessários encontram novos ramos em que trabalhar (…) uma massa de trabalhadores expulsos de um ramo industrial não vai encontrar refúgio noutro a não ser com salários mais baixos, piores". (Marx, Trabalho assalariado e capital)

Os defensores desta "revolução digital" não deixam de exigir que seja servida por "pessoal qualificado e flexível", quem não se adaptar enfrentará "o desemprego e a desigualdade salarial". Nos planos do patronato o conceito de segurança no emprego tem de ser eliminado. O trabalhador tem de estar preparado para mudar de empresa, ter horário parcial, estar no desemprego.

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