Empresas TMG regressa a Famalicão para investir 52,5 milhões e criar 151 empregos

TMG regressa a Famalicão para investir 52,5 milhões e criar 151 empregos

O grupo TMG, que é detido por uma das famílias mais ricas de Portugal, vai investir 52,5 milhões de euros nas suas icónicas instalações industriais (conhecidas por “pagode chinês”) em Famalicão e criar 151 postos de trabalho.
TMG regressa a Famalicão para investir 52,5 milhões e criar 151 empregos
Rui Neves 07 de Outubro de 2016 às 13:15

As instalações fabris da Têxtil Manuel Gonçalves (TMG) no Vale de S. Cosme, Famalicão, onde a sua sede é conhecida por "pagode chinês", vai voltar a ganhar pujança industrial com um grande investimento daquele que é um dos maiores grupos económicos do país.

Neste "regresso relevante e significativo ao concelho onde tem fortes raízes", como enfatiza a Câmara de Famalicão, o grupo TMG, que acaba de vencer um contrato internacional de grande dimensão, decidiu reforçar a sua capacidade produtiva através de um investimento de 52,5 milhões de euros nas instalações fabris em Vale de S. Cosme, que vai implicar a contratação de, "pelo menos", 151 pessoas.

O projecto prevê a requalificação de edifícios deste complexo industrial, que está bastante degradado, sendo apenas parcialmente utilizado pelo grupo, e a aquisição de maquinaria.

De acordo com a informação divulgada pela autarquia, a TMG vai aí instalar  "uma nova e exigente linha de produção, com elevada componente tecnológica", que vai envolver duas sociedades do grupo: a TMG Automotive, que é um dos maiores fabricantes europeus de tecidos plastificados e outros revestimentos para a industrial automóvel; e a TMG Tecidos. 

O investimento da TMG Automotive deverá rondar os 45,5 milhões de euros, a executar em 18 meses, enquanto o da TMG Tecidos, de 6,9 milhões de euros, tem um prazo de concretização de apenas três meses.

"É o regresso de uma empresa cuja raiz está em Famalicão que representa uma excelente notícia para o concelho, muito particularmente para a área geográfica de Vale S. Cosme", afirma Paulo Cunha, presidente da Câmara de Famalicão, destacando os efeitos positivos deste investimento "na dinamização e no crescimento da economia, factores impulsionadores da geração de riqueza e criação de emprego qualificado para jovens licenciados".

Clã discreto e dono de uma das maiores fortunas do País

 

A sede do grupo TMG converteu-se num ex-líbris de Famalicão, sendo conhecida por "pagode chinês" devido à sua arquitectura.

Fundada em 1937 por Manuel Gonçalves, sob a designação de Fábrica de Fiação Tecidos do Vale de Manuel Gonçalves, transformou-se, em 1965, na Têxtil Manuel Gonçalves (TMG).

Foi na década de 60 que o grupo adquiriu empresas rivais e, deixando de se dedicar apenas à indústria têxtil, entrou em mercados de maior valor acrescentado como os tecidos para estofos da indústria automóvel.

Hoje, a jóia da coroa do grupo chama-se TMG Automotive. É um dos maiores fabricantes europeus de tecidos plastificados e outros revestimentos para a indústria automóvel, exportando quase 100% da sua produção.

Instalada em Guimarães e com uma facturação próxima dos 100 milhões de euros, a TMG Automotive é gerida por Isabel Furtado, neta do fundador.

No têxtil tradicional, a TMG fez em 2013 uma parceria a Somelos, tendo encerrado duas unidades de produção nas instalações de Vale de S. Cosme, em Famalicão, e transferido a maquinaria e o pessoal para aquela empresa vimaranense.

Ao longo dos anos, a família Gonçalves tem vindo a diversificar os seus negócios. Foram accionistas fundadores do BPI e do BCP e viriam a participar no ressurgimento do Grupo Espírito Santo (GES).

Em 1998 entrou no capital da Efacec e, em 2005, aliou-se ao grupo José de Mello, lançaram uma OPA e ficaram a partilhar a empresa. Há um ano, venderam 66% do capital desta sociedade à Winterfell, da empresária angolana Isabel dos Santos, passando assim à condição de accionistas minoritários.

Entre outros negócios, o grupo TMG detém também as Caves Transmontanas, a Heliportugal (helicópteros) e a rede de lojas da marca de surf Lightning Bolt.

António Gonçalves, 70 anos, Fernando Gonçalves, 64 anos, e Maria Folhadela de Oliveira, 76 anos, são os accionistas do grupo fundado pelo pai.

É António que lidera o clã. Estudou nos Estados Unidos, onde se licenciou em Economia pela Philadelphia University e fez um MBA pela Universidade de Columbia. É discretíssimo e nunca dá entrevistas. 

A revista Exame aponta a família Gonçalves como dona da 21.ª maior riqueza de Portugal, com uma fortuna avaliada em 246 milhões de euros.

 

 




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mais votado Anónimo 07.10.2016


PS LADRÃO, em ação (sempre a roubar os trabalhadores do privado).

COSTA LADRÃO aumenta impostos, aumenta dívida, aumenta despesa com salários e pensões da FP…

e corta em tudo o resto!

comentários mais recentes
Anónimo 07.10.2016

Não foi este jornal que tempos a trás deu a noticia que a heliportugal deste grupo devia não sei quantos milhões aos fornecedores e queria o perdão da divida caso contrario falia. A Heliportugal fez bons negócios com o estado,

A Tal que o Portas obrigou a devolver subsídios que não foram aplicado

Jorge Figueira 07.10.2016

o governo não pode investir , pelas razões que sabemos , agora o privado tem que ser o que diz ser . para ser o que tem sido , enriquecimento rápido e falir bancos . esse privado não obrigado ....

Jorge Figueira 07.10.2016

a estabilidade é uma das formas do investimento crescer . com o PPC não estava a ser estável , mais um ano de PPC e as greves era prato nosso de cada dia . agora temos que criar também nosso , só vir de fora fica curto .

António Maria Lourenço 07.10.2016

Boa, um viva ao regresso do capitalismo tão avesso ao BE.

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