Banca & Finanças Totta dá por "encerrado" assunto das obrigações subordinadas do Banif

Totta dá por "encerrado" assunto das obrigações subordinadas do Banif

O Santander Totta continua a defender que não tinha de desenvolver qualquer proposta para os obrigacionistas subordinados. A operação foi um insucesso: só 4% do montante disponibilizado foi subscrito. "Não há muito mais a acrescentar", diz o banco.
Totta dá por "encerrado" assunto das obrigações subordinadas do Banif
Diogo Cavaleiro 03 de Outubro de 2016 às 18:19

"É a adesão que os destinatários entenderam ter". Esta é a posição do Santander Totta depois do fracasso da oferta de obrigações subordinadas para os clientes do antigo Banif que tinham títulos de dívida do banco alvo de resolução no final do ano passado.

 

Questionada sobre se o fim da operação, onde apenas houve procura por 4% do total de obrigações que poderiam ser emitidas, põe termo à solução a encontrar para estes clientes, a assessoria de imprensa do banco de capitais espanhóis sublinha que "não há muito mais a acrescentar".

 

"É um assunto que, a partir do momento em que foi aprovado pelas entidades competentes, ficou encerrado", indica a mesma fonte ao Negócios, sublinhando que houve aprovação das autoridades nacionais para que a oferta avançasse.

 

Como tem sido dito até aqui pelo banco, a lei da resolução implica perdas aos accionistas e aos detentores de obrigações subordinadas: "O Santander não estava obrigado a nada. Percebeu que havia uma situação que causava problemas aos clientes", refere a mesmo fonte.

 

Na oferta que decorreu entre o início de Julho até ao final de Setembro, foram dadas 114 ordens para subscrever 7.599 obrigações, o que totaliza os cerca de 7,6 milhões de euros em obrigações. O universo total era de 205 milhões de euros, logo o sucesso foi de 4%.

 

Por comentar ficou a solução proposta pelo presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, que quer juntar o Governo e o Santander Totta à mesa das negociações para uma solução que não implique perdas para os investidores. "Não nos cabe produzir comentários".




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