Indústria Trabalhadores da Efacec voltam à greve contra "despedimentos"

Trabalhadores da Efacec voltam à greve contra "despedimentos"

A administração da empresa, no comunicado emitido, admite haver um processo de transformação da Efacec, desde Outubro de 2015, com um novo modelo de gestão de recursos humanos para tornar a estrutura operacional da empresa "mais clara e ágil".
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Lusa 23 de novembro de 2017 às 14:50

Dezenas de trabalhadores da Efacec, hoje em greve, manifestaram-se em frente ao parlamento contra 'despedimentos' na empresa, ao mesmo tempo que a administração emitia um comunicado a esclarecer que os funcionários têm saído de "livre e espontânea vontade".

 

"As pessoas que optam por sair da Efacec fazem-no de comum acordo ou por sua livre e espontânea vontade para assumir novos desafios profissionais", afirma a Efacec, num comunicado distribuído aos jornalistas que faziam a cobertura da manifestação, e também divulgada na página de internet da empresa.

 

A empresa - que tem mais de 2.300 trabalhadores - considera "inexplicável" a greve convocada pelo SITE-Norte Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte, e diz que "não corresponde à verdade a existência de pressões para a saída de colaboradores da empresa" e que " está sempre disponível para chegar a soluções de entendimento".

 

"A Efacec iniciou um processo de despedimentos, dizem eles [a administração] amigável e por mútuo acordo, mas está a pedir a trabalhadores, muito jovens ainda, e a coagi-los para que se vão embora, se não forem a bem podem ir a mal, e há trabalhadores que, com medo, estão a rescindir", denunciou o dirigente do SITE-Norte, Miguel Moreira, adiantando serem ainda "poucos" os que o fizeram.

 

A administração da empresa, no comunicado emitido, admite haver um processo de transformação da Efacec, desde outubro de 2015, com um novo modelo de gestão de recursos humanos para tornar a estrutura operacional da empresa "mais clara e ágil", premiando o mérito e a competência, promovendo a "mobilidade interna, como forma de preservação do emprego e do desenvolvimento dos colaboradores".

 

"Estamos nesta manifestação para que a empresa trave os despedimentos", explicou Miguel Moreira, salientando a importância de deputados, Governo e Presidente da República acompanharem este processo de mudança na Efacec.

 

O sindicalista adiantou que a luta dos trabalhadores "não vai parar enquanto a empresa não arrepiar caminho" e alertou para a quebra de produção na Efacec que considera ser "propositada" e sem justificação face ao facto de existirem "muitas" encomendas.

 

"O que estamos a constatar é que esta empresa está a despedir mão de obra altamente qualificada, recorrendo ao trabalho precário ou ao trabalho sem direitos", denunciou o sindicalista.

 

Os trabalhadores da Efacec já tinham feito greve no mês passado, a 27 de Outubro, pelas mesmas razões, tendo também na altura sido feito um esclarecimento pela administração ad empresa a refutar as acusações e a razão da paralisação.

 

Em Janeiro, o grupo Efacec pediu a extensão da concessão do estatuto de empresa em reestruturação até ao final de 2018, permitindo avançar com rescisões por mútuo acordo, até um total de 424.

 

A empresa tem actividades nos domínios das soluções de Energia, Engenharia, Ambiente, Transportes e Mobilidade Eléctrica.




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

O processo de criação de valor em economias avançadas com sistemas político-legais sérios: "Siemens Plans Thousands of Job Cuts Over Two Divisions" https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-10-19/siemens-is-said-to-plan-thousands-of-job-cuts-over-two-divisions

comentários mais recentes
Tentando Perceber a Política Há 1 semana

As consequências Empresariais do apoio q os irresponsáveis Políticos dos PSD e CDS e seus Incompetentes mandatários, será de uma fatura Pesada e de instabilidade, quando os Sindicatos exigirem ser tidos em conta para qualquer decisão na Empresa,estas decisões políticas irresponsáveis pode ficar CARO

Anónimo Há 2 semanas

A pequena EFACEC é um caso raro de coragem e resiliência. Num sector extremamente competitivo a nível mundial, apesar de todas as dificuldades, a começar pela dificuldade que é ser uma empresa de direito português, é das poucas em Portugal que têm demonstrado ter uma gestão atenta, moderna e competente. Despediu onde e quando tinha que despedir, à semelhança das grandes congéneres estrangeiras, para poder continuar a esforçar-se com competitividade no processo de criação de valor. Mas receio ainda assim que não seja suficiente para sobreviver a mais uma década. Tudo dependerá das políticas governativas. As actuais não inspiram confiança.

Anónimo Há 2 semanas

Na Suécia é assim, e por isso têm um tecido empresarial valiosíssimo e um nível e qualidade de vida fantásticos: "Job cuts for staff at Electrolux in Stockholm" https://www.thelocal.se/20151209/job-cuts-expected-at-stockholm-electrolux-hq

Anónimo Há 2 semanas

O processo de criação de valor em economias avançadas com sistemas político-legais sérios: "Siemens Plans Thousands of Job Cuts Over Two Divisions" https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-10-19/siemens-is-said-to-plan-thousands-of-job-cuts-over-two-divisions