Empresas Trabalhadores da EGF vão poder comprar acções a partir de segunda-feira

Trabalhadores da EGF vão poder comprar acções a partir de segunda-feira

O período de oferta arranca a 17 de Julho e termina a 4 de Agosto. Os trabalhadores de ex-trabalhadores da EGF vão poder comprar acções por 13,8960 euros.
Trabalhadores da EGF vão poder comprar acções a partir de segunda-feira
Correio da Manhã
André Cabrita-Mendes 14 de julho de 2017 às 13:28
A oferta pública de venda (OPV) de 5% da EGF para os seus trabalhadores, e ex-trabalhadores, arranca às 8:30 de segunda-feira, 17 de Julho. O período da oferta termina às 15:00 de 4 de Agosto.

Os trabalhadores da EGF vão poder comprar acções da empresa pelo preço de 13,8960 euros. A ordem de compra de acções da EGF pode ser entregue durante este período junto da Caixa Geral de Depósitos, segundo o documento divulgado pela EGF esta sexta-feira, 14 de Julho, na CMVM.

O apuramento dos resultados da oferta vai ter lugar no segundo dia útil a contar do final do período da oferta. Os resultados serão depois divulgados "imediatamente após o referido apuramento" nos sites da CMVM, da EGF e da Águas de Portugal.

"A liquidação física e financeira da oferta ocorrerá previsivelmente no dia 9 de Agosto de 2017", anuncia a EGF.

Esta oferta pública de venda, com um desconto de 5% face à privatização, vai ter a duração de 15 dias úteis e vai ter início após a publicação de informação sobre a OPV nos sítios de internet da Águas de Portugal, da EGF e do regulador de mercado CMVM.

A EGF contava com um total de quase 1.800 trabalhadores no final de 2015, com esta OPV a estar reservada aos trabalhadores do universo EGF, incluindo as participadas Algar, Amarsul, Ersuc, Resiestrela, Resinorte, Resulina, Suldouro, Valnor, Valorlis, Valorminho e Valorsul.

Os trabalhadores que participarem na oferta só poderão adquirir lotes compostos por múltiplos de 10 acções. Após a compra, as acções ficam sujeitas a um regime de indisponibilidade de 90 dias, isto é, não poderão ser vendidas durante este período.

Foi em Setembro de 2014 que o Governo de Pedro Passos Coelho anunciou que o consórcio Suma, liderado pela Mota-Engil, era o vencedor da privatização da EGF pelo valor total de 150 milhões de euros, superando a oferta de 145,3 milhões apresentada pelos espanhóis da FCC.


O processo de compra da empresa que pertencia ao grupo Águas de Portugal ficou concluído em Julho de 2015 quando a Autoridade da Concorrência aprovou a operação.

A EGF assegura a recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos sólidos urbanos, através das suas 11 empresas concessionárias. A empresa gerou um volume de negócios de 454 milhões de euros em 2015, mais 36% face a período homólogo.

A empresa gerou um volume de negócios de 186 milhões de euros em 2016, com um lucro de 12 milhões de euros. A companhia está presente em 174 municípios, servindo um total de 6,3 milhões de habitantes.



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