Transportes Trabalhadores do Metro de Lisboa anunciam greve para 1 e 3 de Agosto

Trabalhadores do Metro de Lisboa anunciam greve para 1 e 3 de Agosto

Os trabalhadores alegam que o Governo e a administração da empresa “têm optado por um clima de confronto” através da alteração “das regras de prestação de trabalho e horários”. A decisão final da greve será tomada a 25 de Julho.
Trabalhadores do Metro de Lisboa anunciam greve para 1 e 3 de Agosto
Bruno Simão/Negócios
Negócios 18 de julho de 2017 às 10:32

Os trabalhadores do Metro de Lisboa anunciaram uma greve para 1 e 3 de Agosto. De acordo com um comunicado publicado por alguns sindicatos que representam os trabalhadores do sector, a decisão final será tomada em plenário agendado para o próximo dia 25 de Julho.

Na base da paralisação, de dois períodos de 24 horas, está o facto de os trabalhadores considerarem que "o Governo do PS e a administração do Metro de Lisboa em vez de se empenharem em resolver os graves problemas herdados do governo anterior (PSD+CDS), têm optado nesta empresa por um clima de confronto, através de alteração unilateral das regras de prestação de trabalho e horários", segundo a nota publicada nos sites da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações e, por exemplo, do Sindicato dos trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal.

Os sindicatos defendem que ao contrário do que tem acontecido, "o que se precisa é que sejam admitidos os trabalhadores que são necessários, se dote a empresa do material circulante adequado, se melhorem as condições nas estações e que se respeitem os trabalhadores que são aqueles que, diariamente, fazem tudo para, nas condições actuais, se consiga ter um serviço público com os padrões mínimos de qualidade", lê-se na mesma nota.

Segundo Público o aviso prévio de greve já foi enviado ao Ministério do Ambiente.

De acordo com um comunicado citado pelo mesmo jornal, funcionários queixam-se da "desregulação dos horários e relações laborais", do "não cumprimento dos regulamentos, acordos e protocolos em vigor" e denunciam ainda "assédio moral" , que leva ao " aumento do absentismo e do conflito laboral permanente.

A "falta de trabalhadores em todas as áreas operacionais, estando alguns a ser substituídos por outsourcing", é outra das queixas apontadas no comunicado conjunto da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, dos Trabalhadores da Tracção do Metropolitano, da Manutenção, dos Trabalhadores dos Transportes e dos Trabalhadores do Metropolitano citado pelo jornal.