Empresas Trabalhadores dos CTT marcam greve e manifestação para 23 de Fevereiro

Trabalhadores dos CTT marcam greve e manifestação para 23 de Fevereiro

Os quatro sindicatos que convocaram a greve e a manifestação anunciaram as acções de luta em comunicado conjunto, no qual defendem a reversão da privatização dos CTT -- Correios de Portugal e um serviço postal universal de qualidade.
Trabalhadores dos CTT marcam greve e manifestação para 23 de Fevereiro
Lusa 24 de janeiro de 2018 às 14:01

Os trabalhadores do grupo CTT marcaram uma greve nacional e uma manifestação para 23 de Fevereiro, contra a redução de pessoal e o encerramento de postos de atendimento, e convidaram a população a juntar-se ao protesto, foi hoje divulgado.

 

Os quatro sindicatos que convocaram a greve e a manifestação anunciaram as acções de luta em comunicado conjunto, no qual defendem a reversão da privatização dos CTT -- Correios de Portugal e um serviço postal universal de qualidade.

 

No documento, os sindicatos contestam os despedimentos, o encerramento de estações de correio e a sobrecarga de trabalho dos carteiros.

 

"Os sindicatos subscritores deste comunicado, confrontados com a destruição da Rede Pública Postal e da qualidade de serviço pela CE [Comissão Executiva] dos CTT, decidiram continuar a luta", afirmaram o SNTCT, o Sindetelco, o Sincor e o SINTTAV.

 

Salientaram, a propósito, os contactos que tiveram com as populações, as reuniões com comissões de utentes e com autarquias, as audições com os grupos parlamentares, as audições nas comissões parlamentares de Trabalho e Economia e as reuniões com a ANACOM e ANMP.

 

E consideraram que, depois desses contactos, de plenários e de contactos com os trabalhadores do grupo a nível nacional e da greve de Dezembro se tornou claro que "os CTT têm que aumentar o número de trabalhadores, de giros e de estações actualmente existentes e não, como anunciaram, fechar estações e despedir trabalhadores".

 

"Assim, perante o autismo da CE da Empresa, o único caminho é o da exigência da Reversão Total da Privatização dos CTT, existindo já uma petição nesse sentido entregue na AR [Assembleia da República]. O Governo tem que assumir as suas responsabilidades no sentido de salvaguardar a Rede Pública Postal e para que o Serviço Postal Universal volte a ser prestado com qualidade às populações e empresas", defenderam os sindicatos.

 

No mesmo comunicado, os sindicatos representantes dos trabalhadores do grupo CTT exortam a população a participar na manifestação que vão promover em Lisboa, no dia da greve.

 

Os CTT confirmaram no dia 2 de Janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação (que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afectar 53 postos de trabalho), decisão que motivou críticas de autarquias e utentes.

 

A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas "não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respectivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente".

 




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mais votado CTT 24.01.2018

MAIS POLUIÇÃO!!! SE QUEREM NACIONALIZAR OS CTT PAGUEM BEM!!!

comentários mais recentes
Anónimo 31.01.2018

A CGTP quer rebentar mais uma empresa, depois dos estragos na autoeuropa, estão-se a virar para os CTT!

Catrina e companhia 24.01.2018

Esta seita de lunáticos querem destruir a riqueza do país e levá-lo para a pobreza. Maldito comunismo e esquerdismo radical que é igual no mundo inteiro: distribuição de pobreza!!!

Anónimo 24.01.2018


Camaradas,

Onde estávamos quando foram fechadas tantas escolas, repartições de finanças, tribunais e serviços notarias e de registo ?
Onde estávamos quando foram fechados balcões da CGD., e encerradas tantas empresas etc,etc ?

Loução 24.01.2018

A sorte dos CTT é serem dois a querer: Catrina e Jerónimo! Se fosse só, um Costa comprava a coisa com o nosso dinheiro e dava-lha como prenda de noivado. Assim não pode que eles comiam-se vivos na disputa. Assim vão fazendo gritaria para dar mais emprego a quem tem como emprego gritar. Se eu fosse administrador dos CTT's a partir de 2020 fechava as lojas todas -como o Estado fez com quase tudo no interior- e manda-os cavar batatas. Gostaria de ver quem só sabe andar de pau na mão a cavar a boa da batatinha. Ui, vá lá que a Catrina arranjava-lhe um curso que trabalho é com ela.

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