Banca & Finanças Trabalhadores: Nova gestão “deveria contar com quadros da Caixa”

Trabalhadores: Nova gestão “deveria contar com quadros da Caixa”

O Governo “deveria contar com quadros da Caixa” para a nova equipa de gestão do banco do Estado defende a comissão de trabalhadores. Estrutura apela alteração de liderança não leva a “protelar processo de recapitalização” e vai pedir reunião à tutela.
Trabalhadores: Nova gestão “deveria contar com quadros da Caixa”
David Martins/Correio da Manhã
Maria João Gago 02 de Dezembro de 2016 às 12:07

A comissão de trabalhadores (CT) da Caixa Geral de Depósitos defende que a nova equipa de gestão, liderada por Paulo Macedo, deveria contar com quadros da Caixa", segundo a posição assumida por esta estrutura em comunicado enviado esta sexta-feira, 2 de Dezembro, às redacções.

 

"A CT trabalha com qualquer equipa de gestão que seja nomeada para gerir o banco público" e "entende que a tutela deveria contar também com quadros experientes, competentes e conhecedores da realidade da Caixa e que incorporam a cultura de empresa, elemento de destaque intrínseco aos seus trabalhadores", sublinha a nota assinada por Jorge Canadelo, coordenador da estrutura.

 

Outra das preocupações dos quadros da instituição é que não haja adiamento na concretização do plano de capitalização da instituição. É "necessário não protelar o processo de recapitalização com um vazio de gestão que seria nocivo para a CGD e para o país", sublinha a CT, revelando que vai pedir uma reunião à "tutela para que a voz dos que trabalham na CGD seja ouvida".

 

Esta posição não é alheia ao facto desta estrutura apoiar "uma CGD 100% pública, com capacidade financeira e estrutural para operar num mercado concorrencial".

 

Os trabalhadores da Caixa deixa ainda uma crítica ao facto de a instituição estar a ser usada como instrumento na discussão política. "A CT defende uma CGD que não seja utilizada como arma de arremesso mas sim com a responsabilidade e a honestidade da defesa do bom nome da maior instituição financeira do país", sublinha o comunicado.



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mais votado JCG Há 3 semanas

Parece que há muita gente que apenas quer que não se fale nos problemas, não se importando que a porcaria seja varrida para debaixo do tapete ou com o que se passa por detrás dos biombos, mas essa é uma atitude negligente e irresponsável que eu não sigo. Não é assim que se corrigem situações e se evitam mais e maiores problemas no futuro.
Quero saber porque razão a CGD, que em 2014 registou prejuizos de 1139 milhões de euros, em 2015 aumentou custos com o pessoal em 15%, de 514,2 para 590,8 milhões de euros, e os custos médios por trabalhador em 21% (atingindo os 70,2 mil euros por cabeça) quando nos outros bancos mais comparáveis tais custos médios se situaram na faixa de 40 a 50 mil euros.
Sr PR, Sr 1º Ministro, o importante não é só capitalizar a CGD (injetar lá dinheiro espoliado aos contribuintes); é necessário que a CGD seja gerida de forma eficiente e austera e que não se aproveite a frouxidão do acionista para quem lá está se servir.
Afinal, a CGD paga muito acima do mercado.

comentários mais recentes
Albérico Lopes Há 3 semanas

Estes começam a ver o tacho a fugir!

pertinaz Há 3 semanas

QUADROS DA CAIXA ???

DEVEM ESTAR A BRINCAR...

JCG Há 3 semanas

Parece que há muita gente que apenas quer que não se fale nos problemas, não se importando que a porcaria seja varrida para debaixo do tapete ou com o que se passa por detrás dos biombos, mas essa é uma atitude negligente e irresponsável que eu não sigo. Não é assim que se corrigem situações e se evitam mais e maiores problemas no futuro.
Quero saber porque razão a CGD, que em 2014 registou prejuizos de 1139 milhões de euros, em 2015 aumentou custos com o pessoal em 15%, de 514,2 para 590,8 milhões de euros, e os custos médios por trabalhador em 21% (atingindo os 70,2 mil euros por cabeça) quando nos outros bancos mais comparáveis tais custos médios se situaram na faixa de 40 a 50 mil euros.
Sr PR, Sr 1º Ministro, o importante não é só capitalizar a CGD (injetar lá dinheiro espoliado aos contribuintes); é necessário que a CGD seja gerida de forma eficiente e austera e que não se aproveite a frouxidão do acionista para quem lá está se servir.
Afinal, a CGD paga muito acima do mercado.

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