Automóvel Trabalhadores queixam-se de condições na Tesla

Trabalhadores queixam-se de condições na Tesla

Uma investigação do The Guardian mostra situações de ferimentos e pressão na fábrica da Califórnia e um corropio de ambulâncias. O cenário é reconhecido pelo CEO Elon Musk, que realça a missão ambiental da empresa.
Trabalhadores queixam-se de condições na Tesla
Reuters
Negócios 18 de maio de 2017 às 14:59

Há situações de ferimentos e pressão na fábrica da Tesla na Califórnia, mostra uma investigação do The Guardian publicada esta quinta-feira, 18 de Maio.

O jornal britânico, citando relatórios e depoimentos de trabalhadores, conta que foram chamadas, desde 2014, mais de uma centena de ambulâncias para situações de desmaio, tonturas, convulsões, respiração acima do normal e dores no peito. No balanço não estão as situações de ferimentos e problemas médicos, que representam "outras centenas".


Nesta unidade, definida como "fábrica do futuro", trabalham mais de 10 mil pessoas. Em reacção, o CEO Elon Musk reconhece que tem existido alguma pressão para atingir as metas, a que ele próprio não é alheio. Musk realça que há preocupação com os trabalhadores e que na Tesla não são "apenas capitalistas gananciosos que poupam em segurança", elemento que tem melhorado consideravelmente ao longo dos últimos meses.


Os trabalhadores ouvidos pelo The Guardian dizem que há um custo humano para atingir a agenda ambiciosa traçada pelo líder da fabricante americana de carros eléctricos. "Vi pessoas a desmaiar, a bater de cara no chão como uma panqueca", conta um deles, Jonathan Galescu.


No mesmo artigo, Elon Musk reage à avaliação de 50 mil milhões de dólares da empresa, considerando-a acima da realidade. "Estamos a fazer isto porque acreditamos num futuro de energia sustentável, tentando acelerar o advento dos transportes e da produção de energia limpos, não porque achamos que esta é uma maneira de ficarmos ricos", afirmou.


Os trabalhadores da Tesla ouvidos pelo The Guardian não escondem o orgulho em fazer parte do projecto mas tal não chega para deixar as condições de trabalho em segundo plano.


Este cenário chega numa altura em que a Tesla prepara a abertura da sua primeira fábrica de baterias na Europa. Portugal tem-se apresentado como um forte candidato neste processo.


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mais votado Anónimo Há 6 dias

10 mil trabalhadores e muitos robôs a produzir o que anteriormente se produzia com 50 mil trabalhadores e máquinas agora obsoletas. É uma fábrica moderna mas não é a fábrica do futuro. A fábrica do futuro é a Zero Labor Factory. Zero trabalhadores. Uma pioneira já foi inaugurada na China há um par de anos.

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Anónimo Há 6 dias

O trabalho por si só, em particular o assalariado, já não é uma boa medida para aferir a saúde de uma economia nem a sua evolução à escala temporal, mas antes o trabalho e o capital sejam medidas mais correctas, porque para além dos salários pagos a quem oferece factor trabalho, os agentes económicos, especialmente quanto mais desenvolvida for a economia onde residem, obtêm cada vez mais rendimentos e criam cada vez mais valor através dos lucros, rendas, mais-valias, dividendos, royalties sobre propriedade intelectual e juros.

Jorge Silva Há 6 dias

Zero trabalhadores = Zero consumidores = Zero vendas...rendimento mínimo? E quem o vai pagar?...hummm...revoluções, anarquia e caos = surgimento de "uma nova" sociedade. Abolição dos estratos sociais, nacionalizações e fim da propriedade privada. A ganancia vai levar ao comunismo mundial...lol!!

Anónimo Há 6 dias

10 mil trabalhadores e muitos robôs a produzir o que anteriormente se produzia com 50 mil trabalhadores e máquinas agora obsoletas. É uma fábrica moderna mas não é a fábrica do futuro. A fábrica do futuro é a Zero Labor Factory. Zero trabalhadores. Uma pioneira já foi inaugurada na China há um par de anos.

Anónimo Há 6 dias

Façam como portugal: não inovem, não invistam, não arrisquem, não produzam, não compitam, não sejam o que quer que seja a não ser dependentes, caloteiros e pobres.

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