Banca & Finanças Transformação do Montepio em sociedade anónima não abre capital a terceiros

Transformação do Montepio em sociedade anónima não abre capital a terceiros

O presidente do Grupo Montepio garantiu hoje que a Associação Mutualista Montepio Geral continuará a ser proprietária do total do capital social da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), apesar da transformação do banco mutualista em sociedade anónima.
Transformação do Montepio em sociedade anónima não abre capital a terceiros
Bruno Simão
Lusa 12 de dezembro de 2016 às 17:52

Numa mensagem enviada aos clientes, a que a Lusa teve acesso, o presidente do Montepio Geral - Associação Mutualista e do Grupo Montepio, António Tomás Correia, faz um balanço do processo de ajustamento da CEMG em sociedade anónima sublinhando que "a transformação não terá como consequência a abertura do capital social da nova sociedade a terceiros".

 

Esta mensagem é divulgada na véspera de mais uma assembleia-geral da Caixa Económica Montepio Geral sobre o processo de transformação em sociedade anónima.

 

"O Montepio Geral - Associação Mutualista, enquanto instituição titular, manter-se-á proprietário da totalidade das acções representativas do capital da CEMG enquanto sociedade anónima", afirma António Tomás Correia, acrescentando que também o Fundo de Participação, parcela do capital da CEMG detida por particulares sem direitos políticos, o que impede a sua intervenção nos órgãos de decisão da CEMG, "manter-se-á nesta fase com o mesmo regime".

 

O presidente do Montepio Geral - Associação Mutualista e do Grupo Montepio lembra que o Banco de Portugal decidiu a transformação do banco mutualista em sociedade anónima, que "não resulta da vontade e iniciativa do Montepio, mas de imposição legal, com estreitíssima margem para divergência da assembleia-geral da CEMG em relação à versão autorizada pelo Banco de Portugal".

 

Ainda assim, António Tomás Correia afirma que os órgãos sociais do Montepio Geral - Associação Mutualista "trabalharam no sentido de assegurar o domínio total sobre a nova sociedade anónima e, mais importante, a manutenção desta no círculo e valores da economia social, a estabilidade do modelo governativo e a tranquilidade do processo de transformação".

 

"Apesar do actual contexto económico e social exigente, gostaria de tranquilizá-lo quanto a esta alteração, garantindo-lhe, simultaneamente, que os valores que inspiram o Montepio Geral - Associação Mutualista desde 1840 também guiam o conjunto de empresas instrumentais que constituem o Grupo Montepio, o maior grupo mutualista português, suportado em modelos de gestão éticos, transparentes e sempre orientados à missão de trabalhar com as pessoas e para as pessoas", termina.

 

No final de novembro, a assembleia-geral da CEMG aprovou por maioria a alteração de estatutos tendo em vista a "aceitação da transformação imposta nos termos legais, da Caixa Económica Montepio Geral, Caixa Económica Bancária, em sociedade anónima, bem como o respectivo projecto de estatutos".

 

"O projecto de estatutos foi aprovado na globalidade, com dois votos contra e uma abstenção, sem prejuízo de serem reconsideradas algumas matérias em função de recomendações ou decisões que resultarem de comunicação dos supervisores", informou o Montepio.

 

Ou seja, vai ter que haver uma nova reunião magna para a conclusão dos trabalhos desta assembleia-geral extraordinária, de forma a "tomar conhecimento das referidas recomendações ou decisões", e a mesma foi agendada para terça-feira, em Lisboa.




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mais votado Anónimo 12.12.2016

Este tipo devia estar com os costados no banco de um tribunal a responder pela gestão danosa e ou incompetente que exerceu na Caixa/ Banco do Montepio que o deixou numa lástima e em vez disso (enquanto vai engordando e enchendo os bolsos na Associação Mutualista Montepio - ninguém vai vêr quanto é que o tipo continua a sacar?) vem para aqui deitar pázadas de poeira para os olhos dos outros!

comentários mais recentes
Anónimo 12.12.2016

É preciso que fique claro que as assembleias gerais (AG) quer na Associação Mutualista quer no banco / Caixa são uma palhaçada ou uma farsa; quem lá vai e vota assim ou assado não o faz expressando os legítimos interesses dos associados, mas antes os de um grupo de indivíduos que se apoderou do Montepio e pôe e dispõe como se tudo aquilo fosse deles.
No caso da Associação Mutualista, que tem mais de meio milhão de associados, normalmente comparecem umas escassas dezenas com a praticularidade de que 99% são quadros do Montepio e defendem ou expressam em 1º lugar interesses laborais e fidelidades ao Tomás Correia e ao Padre Melícias; no caso da Caixa/ Banco, a AG tem 23 elementos, mas 20 ou 21 são apenas números na lista dos referidos dois DDT (donos daquilo tudo).

Anónimo 12.12.2016

Este tipo devia estar com os costados no banco de um tribunal a responder pela gestão danosa e ou incompetente que exerceu na Caixa/ Banco do Montepio que o deixou numa lástima e em vez disso (enquanto vai engordando e enchendo os bolsos na Associação Mutualista Montepio - ninguém vai vêr quanto é que o tipo continua a sacar?) vem para aqui deitar pázadas de poeira para os olhos dos outros!

Anónimo 12.12.2016

Sera que li bem,CAPITAL,qual CAPITAL:Londres,Brussel,Madrid,Estocolmo.Miseralvel mania de fazer omoletes com tinta amarela por falta de ovos.

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