Aviação Transitários reclamam investimento nos terminais de carga

Transitários reclamam investimento nos terminais de carga

A Associação dos Transitários de Portugal acusa a gestora dos aeroportos nacionais de "falta de visão" e avisa que os procedimentos de segurança se tornaram uma entropia no movimento de mercadorias por via aérea.
Transitários reclamam investimento nos terminais de carga
Pedro Elias/Negócios
Negócios 28 de Dezembro de 2016 às 11:46

A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) acusa a ANA de "criteriosa falta de visão" e sustenta que "os terminais de carga (peça fundamental de qualquer aeroporto) não reúnem as condições necessárias para exponenciar a competitividade das exportações portuguesas".

Num comunicado sobre o anúncio do novo aeroporto da região de Lisboa, que o Governo aponta para 2019, a APAT considera que o projecto "já devia ter sido iniciado há muito".

A associação critica a gestora dos aeroportos nacionais de se abster de qualquer investimento no departamento de carga, apontando "a sua inércia perante a necessidade urgente da tomada de iniciativas que contornem a realidade dos procedimentos de segurança se terem tornado uma entropia no movimento de mercadorias por via aérea, nos aeroportos do Porto e de Lisboa".


De acordo com a APAT, no aeroporto do Porto, desde meados de Novembro e à semelhança do que já se passou no aeroporto de Lisboa, "o cenário é de carga amontoada (por falta de espaço) e espalhada pelos terminais, fora do perímetro de segurança".


O seu acondicionamento e bom estado, acrescenta, "não têm sido devidamente garantidos pelas entidades aeroportuárias que, além do mais, se eximem (ou procuram eximir) de qualquer responsabilidade quanto a eventuais prejuízos provocados por esses mesmos procedimentos de rastreio".

No entender da associação que representa os transitários, "não havendo outras empresas com disponibilidade para investir, a solução terá de passar por ser a ANA a disponibilizar meios de rastreio nos terminais de carga".


"É, actualmente, incomportável, permanecermos impassíveis perante este contínuo desinteresse pela ‘carga’", afirma ainda no comunicado, acrescentando que, "nos negócios de exportação, é natural que a opção dos compradores se fixe nas entidades que consigam reunir as condições logísticas". Caso contrário, acrescenta, continuará a haver um "desvio do ‘main core’ desses negócios para Espanha e para os países do norte da Europa".




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