Banca & Finanças Três anos depois, Santander volta a comprar gestora de activos

Três anos depois, Santander volta a comprar gestora de activos

O Santander vai recomprar metade da gestora de activos. Um passo dado depois de a fusão da Santander Asset Management com a Pioneer, do Unicredit, ter falhado.
Três anos depois, Santander volta a comprar gestora de activos
Diogo Cavaleiro 16 de Novembro de 2016 às 16:59

O Santander vai recomprar a participação de 50% da gestora de activos que alienou há três anos. No final da operação, que vai prejudicar os rácios de capital em 2017, o grupo espanhol voltará a ficar com todo o capital da Santander Asset Management. Os valores da transacção, que acontece depois de falhada a fusão com a gestora de activos do Unicredit, não são referidos.


"O Banco Santander comunica que alcançou um acordo com a Warburg Pincus e a General Atlantic em virtude do qual o Santander comprará àquelas entidades a sua participação de 50% na Santander Asset Management, de forma a que esta volte a ser uma unidade 100% detida pelo Grupo Santander", indica um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Foi em 2013 que o grupo espanhol, que em Portugal tem o Santander Totta, alienou aquelas posições, segundo o site oficial da gestora. Na altura, a mais-valia foi de 700 milhões de euros, relembra o Wall Street Journal.

Agora, no âmbito desta operação, o Santander, a Warburg Pincus e a General Atlantic "acordaram explorar diferentes alternativas para a venda da sua participação no Allfunds Bank, incluindo uma possível venda ou saída em bolsa". A participação indirecta do Santander é de 25,25% nesta instituição financeira, que tem com o italiano Intesa Sanpaolo. 

 

A gestora de activos do Santander está presente em 11 países, na Europa (incluindo Portugal) e na América do Sul, empregando 700 funcionários. A integração deste negócio, ainda sujeito às habituais autorizações dos reguladores, dará uma receita de 1.100 milhões de euros por ano ao grupo. Produto que chega numa altura em que o negócio tradicional da banca gera uma reduzida margem devido às baixas taxas de juro na Zona Euro. 

 

Apesar do impacto positivo nos resultados líquidos, em 2017 o grupo liderado por Ana Botín (na foto) sentirá um efeito negativo nos rácios de capital. O rácio Common Equity Tier 1, rácio que mede o peso do melhor capital no banco, verificará uma quebra de 1,1 pontos base. O rácio do grupo era de 10,47% em Setembro de 2016. 

 

Este passo de recompra da posição é dado depois de ter caído o plano de fusão da empresa do Santander com a Pioneer, do italiano Unicredit. 




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