Telecomunicações Tribunal dos EUA mantém processo de recuperação judicial da Oi no Brasil

Tribunal dos EUA mantém processo de recuperação judicial da Oi no Brasil

O juiz do tribunal de Nova Iorque rejeitou o pedido de um grupo de credores para reconhecer nos EUA a falência dos veículos financeiros da Oi na Holanda, incluindo a PT International Finance.
Tribunal dos EUA mantém processo de recuperação judicial da Oi no Brasil
Bloomberg
Sara Ribeiro 05 de dezembro de 2017 às 13:19

O Tribunal de Nova Iorque rejeitou o pedido de Jasper Berkenbosch, administrador judicial da Oi Brasil Holdings Coöperatief, na Holanda, de reconhecimento do processo de recuperação judicial da operadora no estrangeiro. A informação foi transmitida à Oi esta segunda-feira, 4 de Dezembro, de acordo com o comunicado emitido ao regulador do mercado brasileiro (CVM).

O juiz norte-americano negou, assim, o pedido feito em Julho pelos advogados de um grupo de credores encabeçados pelo fundo Aurelius Capital Management, por considerar que "o principal centro de interesses" da Oi "era e continua a ser no Brasil".

O grupo de credores queria que a justiça norte-americana reconhecesse nos Estados Unidos a falência de dois veículos financeiros da Oi na Holanda, nomeadamente a Brasil Holdings Coöperatief e a PT International Finance (PTIF) – veículo que detém a dívida da antiga PT. Um passo que retiraria poder à justiça brasileira, que tem sido responsável pelo acompanhamento do processo de recuperação judicial da Oi que deu entrada em Junho de 2016.

Na semana passada o juiz responsável pelo plano de reestruturação da empresa que tem a Pharol como maior accionista decidiu voltar a adiar a assembleia geral de credores para dia 19 de Dezembro, depois do regulador do sector brasileiro (Anatel) ter travado o último plano apresenta pela Oi.

Além disso, nomeou o actual presidente executivo da Oi, Eurico Teles, "como responsável pessoal para conduzir e concluir as negociações com os credores desta recuperação" até ao dia 12 de Dezembro. Nessa data, o substituto de Marco Schroeder terá que "apresentar pessoalmente" ao juiz o plano de recuperação que será objecto de votação na assembleia geral de credores, "independentemente de aprovação pelo conselho de administração", alerta o juiz Fernando Viana.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

O fundo Aurelius vai que ter de pagar por querer roubar os acionistas da oi ..a Ler a sentencia do juízo americano (ler o jornal Teletime ) esse fundo abrute queria comer duas vezes ,agora não vai comer nada ,não conhecem bem os brasileiros ,o Tanure não é Burro e esta fazer um bon trabalho ...

Carlos Há 1 semana

Curioso uma informação tão importantante e ninguém comenta ,isto quer dizer que os fundos abrutes acabou para eles ,vão ter de respeitar a recuperação da empresa e nem podem votar na assembleiade de credores com o plano de fato aceito..isto para ao futuro da pharol fica excelente ++++BOMBAR

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