Turismo & Lazer Turismo quer ajudar Centro a inverter imagem de "território massacrado pelos incêndios"

Turismo quer ajudar Centro a inverter imagem de "território massacrado pelos incêndios"

Em Macau foi assumido o compromisso, a várias vozes, de relançar o turismo do Centro de Portugal após os incêndios. Diversificar é a palavra de ordem para uma região onde o turismo de natureza era o motor.
Turismo quer ajudar Centro a inverter imagem de "território massacrado pelos incêndios"
Cofina Media
Wilson Ledo 24 de novembro de 2017 às 08:27

O Turismo Centro de Portugal quer "ultrapassar a imagem de um território massacrado pelos incêndios" através de uma oferta mais diversificada. A posição foi defendida esta sexta-feira, 24 de Novembro, por Pedro Machado, presidente desta região de turismo.

 

"Precisamos urgentemente de mudar a percepção de que o destino Centro de Portugal foi todo atingido", acrescentou em Macau, à margem do 43º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo.

 

A diversificação da oferta será feita com uma aposta em desportos como o surf e em produtos de saúde e bem-estar, com o chamado turismo médico. Utilizar o Centro de Portugal como local para rodagens de filmes é outra das vontades.

 

A região que integra Fátima, tendo recebido a visita do Papa Francisco em Maio, está a aproveitar a presença na Ásia para estreitar relações com países com tradição católica, como o Vietname, Filipinas ou Coreia do Sul. Esta última geografia representou 40 mil noites em 2016 e espera-se que cresça a um ritmo de 20% nos próximos anos. No campo religioso, o turismo judaico apresenta-se agora também como uma prioridade.

 

Numa região com 45 mil camas, que se quer afirmar como uma alternativa à "massificação" de Lisboa ou Porto, o turismo activo e de natureza tem sido o principal motor. Pedro Machado considera que este modelo foi "atingido" e procura agora "motivações novas".

 

Depois dos incêndios de Junho e Outubro, foi sobretudo o turismo nacional que contraiu. "Houve cancelamentos muito significativos", reconheceu o presidente do Turismo Centro de Portugal, que alerta contudo para uma inversão dessa tendência, que é agora preciso levar mais longe.

 

Nesse sentido, o Centro de Portugal será o destino convidado da Bolsa de Turismo de Lisboa em 2018. "Queremos que esse mediatismo não fique só pelos meses a seguir", aponta Fátima Vila Maior, directora desta mostra que tem lugar em Março, antes da Páscoa, fazendo um convite logo para este período.

 

A região Centro quer continuar a crescer acima dos 10% em 2018, mesmo sem visita papal. Há aposta em mercados como os Estados Unidos da América, Canadá e Israel a que se junta o acolhimento de grandes eventos como a Cimeira Mundial de Saúde ou o Encontro Mundial de Famílias Católicas.

 

Pedro Machado assegura que o Centro de Portugal está "apto" para receber estes turistas, estando a ser feito um esforço de recuperação de infra-estruturas. Para tal contribui o reforço de apoio público Valorizar, cuja dotação duplicou de 30 para 60 milhões de euros.

 

Na abertura do Congresso da APAVT, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, apelou a que as empresas realizassem os seus congressos na região Centro de Portugal, tendo sido criado um novo regime de incentivos para este tipo de eventos nas áreas afectadas pelos incêndios.

 

Também a APAVT se comprometeu com a recuperação da actividade turística do Centro, com o lançamento de um site chamado "O Centro das Atenções", onde disponibiliza a oferta da região que não foi afectada pelo incêndio.

(Jornalista em Macau a convite da APAVT)




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comentários mais recentes
Pika Há 2 semanas

O turismo parece ser a galinha do ovos de ouro da geringonça. Só que para turismar, é preciso cacau e esse é que, com a carga de impostos indirectos, perdão: Com os ajustamentos orçamentais para uma melhor justiça fiscal do costa, dura cada vez menos nas mãos do tuga. Turismo de tesos, não dá nada!

Piter Há 2 semanas

Se querem mais turistas e mens terra queimada, plantem menos EUCALIPTOS vagabundos!!!

Camponio da beira Há 2 semanas

Se o turismo era o motor nessa zona, então porque não aparecem os nomes dos turistas mortos????são 64 portugueses e quantos estrangeiros?

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