Tecnologias Twitter estará a preparar-se para anunciar despedimentos

Twitter estará a preparar-se para anunciar despedimentos

A rede social deverá anunciar esta semana uma redução da sua força de trabalho, podendo mesmo despedir até 300 pessoas. A confirmar-se, decisão surge depois de propostas para compra da empresa não se terem concretizado.
Twitter estará a preparar-se para anunciar despedimentos
Bloomberg
Na sede do Twitter em São Francisco, Estados Unidos, os dias já devem ter sido mais tranquilos. Primeiro, foram as notícias que davam conta do interesse de empresas como a Google e Disney na compra da rede social liderada por Jack Dorsey. Propostas essas que terão falhado.

Nas últimas horas, o rumor de despedimentos paira sobre a empresa. De acordo com a Bloomberg, que cita uma fonte conhecedora do processo, o Twitter está a planear reduzir postos de trabalho, podendo mesmo os despedimentos atingir 300 funcionários – o que representa 8% da força laboral da rede social.

Este anúncio poderá ter lugar ainda esta semana, antes da companhia reportar ao mercado os seus resultados – a apresentação está agendada para a próxima quinta-feira.

Há um ano, quando Jack Dorsey co-fundador do Twitter assumiu o cargo de CEO, foram despedidas 300 pessoas. Em relação as despedimentos que a empresa estará a preparar, e que deve anunciar em breve, não há números fechados. Ou seja, as fontes da agência noticiosa adiantam que o planeamento não está terminado, pelo que os números podem sofrer alterações.

A rede social tem vindo a perder dinheiro. Por isso, tem tentado controlar os gastos numa altura em que o crescimento das vendas tem abrandado. Além disso, o preço das acções da empresa tem desvalorizado, o que significa que o Twitter tem mais dificuldades em pagar aos seus engenheiros com a atribuição deste títulos – prática que ocorre por vezes em start-ups e empresas tecnológicas.
Além disso, esta desvalorização das acções traduz-se igualmente em dificuldades captar ou manter talento face às rivais Alphabet – que detém a Google – e ao Facebbok.

No passado dia 26 de Julho, a companhia anunciou que as receitas no segundo trimestre do ano ascenderam a 602 milhões de dólares, um aumento de 20% face ao mesmo período do ano passado (502,4 milhões de dólares), mas, ainda assim, um resultado inferior ao valor médio estimado pelos analistas: 607 milhões.

Para o terceiro trimestre, a tecnológica previu um volume de negócios também aquém das estimativas do consenso de mercado (entre 590 e 610 milhões, quando a projecção média dos analistas é de 681 milhões).



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