Start-ups "Uber para médicos" fecha financiamento em Londres

"Uber para médicos" fecha financiamento em Londres

A Knok levantou 350 mil euros numa ronda liderada pela capital de risco Mustard Seed. A start-up portuguesa vai usar o dinheiro para expandir a rede nacional e internacionalizar o projecto.
"Uber para médicos" fecha financiamento em Londres
António Larguesa 08 de Novembro de 2016 às 19:56

A start-up portuguesa Knok, que se apresenta como uma plataforma de saúde privada ao estilo "Uber para médicos", fechou uma ronda "seed" (capital semente) no valor de 350 mil euros, que representa a primeira fase em que as jovens empresas acedem a um financiamento através de capital de risco.

 

Segundo a informação partilhada com o Negócios pelo CEO, José Bastos, um ex-quadro da Sonae, esta ronda de financiamento foi liderada pela Mustard Seed, empresa de capital de risco com sede em Londres que investe em projectos com potencial de negócios e que estão ainda a começar a actividade.

 

Com nove sócios e dois colaboradores a tempo inteiro, a ideia de ligar em tempo real os doentes e os médicos para consultas pessoais, através de uma "app", saiu do papel em Dezembro de 2015. O líder desta start-up, que opera em Lisboa e Porto e tem mais de 60 médicos associados à plataforma, conta usar o financiamento para expandir em Portugal e iniciar o processo de internacionalização, que deverá arrancar por Espanha e Reino Unido.

 

"Quando nos é apresentada uma oportunidade de investimento relevante e geradora de impacto social positivo, queremos participar. Estamos muito orgulhosos de que a Mustard Seed seja a primeira entidade estrangeira a fazer um investimento de impacto social em Portugal", referiu, citado numa nota de imprensa, o director de investimento, Henry Wigan, que já passou pela BlackRock e Goldman Sachs.

 

Segundo os dados disponibilizados pela Knok, uma das 66 representantes portuguesas no Web Summit, nos últimos dez meses a operação registou uma taxa de crescimento semanal de 15%. A proposta da start-up é a de "um modelo de eficiência e preços acessíveis", cobrando um valor fixo de 49 euros pelas consultas de medicina geral e familiar, pediatria, medicina interna e psiquiatria.




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comentários mais recentes
Ribeiro Há 4 semanas

Pronto lá vamos ter agora os médicos também a fazer manifestações e a cortar a rotunda do aeroporto, porque agora para se ser médico e exercer já não vai ser preciso tirar nenhum curso e vão passar a receber o ordenado mínimo como os trabalhadores escravos da uber.

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