Banca & Finanças Ucrânia nacionaliza o maior banco do país

Ucrânia nacionaliza o maior banco do país

O Governo da Ucrânia anunciou esta noite a nacionalização do PrivatBank, o primeiro banco do país, numa tentativa para evitar o colapso do sistema bancário nesta antiga república soviética assolada pela guerra.
Ucrânia nacionaliza o maior banco do país
Reuters
Lusa 18 de dezembro de 2016 às 23:41

Esta intervenção surge após meses de rumores, com os 'media' locais a indicarem sucessivas concessões pelo PrivatBank de empréstimos "de qualidade duvidosa".

 

O PrivatBank controla um terço dos depósitos neste país do leste europeu e possui ainda sucursais nos Estados do Báltico.

 

Através de um comunicado, o Governo de Kiev disse que detém agora "100 por cento do PrivatBank e vai assegurar o funcionamento ininterrupto desta instituição e garantir os depósitos dos seus clientes".

 

A decisão do Governo ucraniano segue-se às exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que os responsáveis do país estabilizem o seu nebuloso sector financeiro, com o objectivo de garantir um crescimento sustentável.

 

O banco era propriedade de Igor Kolomoyskiy, um poderoso político multimilionário, que se tornou num alvo privilegiado do Presidente ucraniano Petro Poroshenko, na sua campanha contra a corrupção.

 

O PrivatBank tinha sido notícia em diversas reportagens de 'media' locais, relacionadas com a concessão de empréstimos a clientes seleccionados e que poderão nunca ser devolvidos.

 

Em Novembro, o valor dos títulos deste banco registou uma queda de cerca de 50 por cento.

 

O banco central ucraniano pretendia que Kolomoyskiy refinanciasse o seu banco com milhares de milhões de dólares, caso pretendesse mantê-lo na sua posse.

 

O dinheiro nunca apareceu, e Kiev acabou por anunciar hoje a decisão sobre a nacionalização.

 

 


A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 19.12.2016

Do que os bancos e os Estados estão há muito precisados é de um grande downsizing com despedimento de excedentários. Enquanto assim não for eclodirão crises e mais crises a abaterem-se sobre os cidadãos considerados de segunda, aqueles que são sérios e não roubam, e resgates e mais resgates aos cidadãos de primeira que são do mais desonesto que existe e roubam, ainda que muitas vezes se apresentem de ar bem lavado e perfumado pois estão protegidos por uma lei iníqua e insustentável feita por eles e para eles.

comentários mais recentes
Anónimo 19.12.2016

Do que os bancos e os Estados estão há muito precisados é de um grande downsizing com despedimento de excedentários. Enquanto assim não for eclodirão crises e mais crises a abaterem-se sobre os cidadãos considerados de segunda, aqueles que são sérios e não roubam, e resgates e mais resgates aos cidadãos de primeira que são do mais desonesto que existe e roubam, ainda que muitas vezes se apresentem de ar bem lavado e perfumado pois estão protegidos por uma lei iníqua e insustentável feita por eles e para eles.

Camponio da beira 19.12.2016

Os bancos,e estados (salvo raras excepções) foram tomados de assalto, por dentro, por autenticas organizações criminosas.Tudo isto com a cumplicidade da justiça. Como muita desta gentinha faz parte de organizações secretas muito pouco recomendáveis...aí temos a europa ( e o mundo) em colapso.

pub