Banca & Finanças UE pode ajustar regras da resolução de bancos após estudar Popular

UE pode ajustar regras da resolução de bancos após estudar Popular

A lei que enquadra a resolução de bancos na Europa pode vir sofrer ajustamentos, admitiu o comissário Valdis Dombrovskis.
UE pode ajustar regras da resolução de bancos após estudar Popular
Bloomberg
Nuno Carregueiro Lusa 16 de junho de 2017 às 09:08

A resolução do Banco Popular foi implementada de forma positiva e mostra que as leis europeias funcionam, mas a União Europeia vai estudar a operação de forma aprofundada para avaliar se serão necessários ajustamentos.

 

A indicação foi dada esta sexta-feira, 16 de Junho, pelo comissário europeu para os serviços financeiros. "Vimos que a resolução bancária está a funcionar, mesmo num curto espaço de tempo", afirmou Valdis Dombrovskis aos jornalistas, antes da reunião desta sexta-feira do Ecofin.

 

O comissário admitiu contudo que "há lições a aprender com a operação, pelo que vamos efectuar uma avaliação deste primeiro caso prático e ver o que tem que ser ajustado neste sistema de resolução bancária". Esta análise será efectuada pela Comissão Europeia, Mecanismo Único de Supervisão e Conselho Único de Resolução.

 

O Santander comprou 100% do Banco Popular por um euro, numa operação concretizada a 7 de Junho, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter constatatado a inviabilidade daquela entidade se manter independente e "para garantir a segurança dos depositantes do Popular".

 

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou na quinta-feira que a resolução e posterior venda do Banco Popular ao Banco Santander foi "bem-sucedida" e não teve custos para os contribuintes.

 

"Fomos informados pelas instituições, o Mecanismo Único de Supervisão e o Conselho Único de Resolução, da resolução bem-sucedida do Banco Popular na semana passada, de acordo com a decisão de resolução", disse o político holandês, na conferência de imprensa após a reunião de ministros de Economia e Finanças da zona euro hoje realizada no Luxemburgo.

 

Dijsselbloem, citado pela Lusa, acrescentou que todas as autoridades envolvidas na resolução actuaram "de forma muito rápida" e garantiram a continuidade das funções principais da entidade "sem custos para o contribuinte".

 

O também ministro das Finanças holandês frisou que o Mecanismo Único de Resolução funcionou "muito bem", porque garantiu igualmente a estabilidade e protegeu os depósitos.




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